Ejaculação precoce - Ciência, diálogo e outros aspectos envolvidos
Perceba que acompanho as novidades sobre ejaculação precoce, e sempre trago os novos estudos que são apresentados sobre o tema. Sem dúvida é uma área que merece pesquisas mais profundas para alcançar resultado que levem aos pacientes uma melhor qualidade de vida, visto que os tratamentos disponíveis atualmente não são totalmente eficazes em todos os casos, e a busca de soluções para a patologia faz com que muitos colegas que já leram os textos e foram em outros blogs e sites que indiquei deixem muitas perguntas nos comentários, das quais a maioria não publico por serem, muitas vezes, de caráter pessoal, mas que revelam um estado emocional abalado, profundamente atordoado com a situação sexual pela qual está passando.
Recentemente uma nova pesquisa realizada na universidade de Utrecht na Holanda propôs que a velocidade na hora de ejacular não é um problema psíquico, mas depende de fatores hereditários. Esta é uma questão que deve ser analisada e tratada com cautela.
Uma substância, a serotonina, que em homens com ejaculação precoce apresenta uma atividade no cérebro um pouco menor, cuja disfunção tem origem hereditária. Dizem ainda que os resultados da pesquisa somente são aplicáveis aos homens que tenham tido este problema desde os primeiros contatos sexuais, mas não para os que sofrem ejaculação precoce tardia.
Este é mais um capítulo da história desta doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo onde muitas promessas de tratamento são feitas, terapias propostas, medicamentos naturais empregados, mas que ainda passa por estudos básicos, relativos à sua origem, pesquisando as substâncias envolvidas e outras características clínicas da patologia.
Como disse anteriormente, os casos que são relatados no blog, nos comentários dos textos sobre a ejaculação precoce me deixa preocupado, são situações que afetam profundamente o relacionamento do casal, chegando a ocorrer brigas, quando a mulher acha que o marido tem outra e não sente mais atração por ela, ou o marido que fica abalado emocionalmente por não satisfazer sua parceira, neste conturbado campo sentimental muitos casamentos terminam, inclusive um relato aqui no próprio blog em que um rapaz diz que a vida não tinha mais sentido se tudo aquilo continuasse seria muito difícil, pedia socorro, depois de vários emails consegui convencê-lo a procurar um profissional médico para realizar uma consulta, seria imprescindível na sua atual condição.
O tratamento deste problema deve ser encarado sob vários aspectos, mesmo porque as causas são variadas, de fundo emocional, hereditário, ou gerado por outra doença de base, muitas vezes uma simples conversa entre médico e paciente ou entre o homem e sua parceira, pessoa importante na resolução deste problema é suficiente, mas pode ser que seja necessário o envolvimento de pscicologo e outros profissionais da saúde. O fato é que o paciente precisa quebrar a barreira da vergonha, enfrentar o problema, procurar ajuda, e o sistema de saúde precisa estar preparado para receber bem e resolver de maneira satisfatória estes casos.

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Você tem razão, Silvano, esse é um problema e tanto! Como, aliás, todos os problemas que dizem respeito à nossa vida íntima e que, por causa de vergonha, tabus e preconceitos pouca gente aborda. Em geral, são problemas muito mais comuns do que a gente imagina. Com informação e busca de ajuda profissional, o mínimo que se consegue obter é a compreensão e colaboração do parceiro. Parabéns a você por vir alertando seus leitores e os informando sobre assuntos como esse, humanamente tão relevantes.
Abs., Maristela.
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