Medicamento injetável de longa atuação para a prevenção da malária usa nanotecnologia

Todos os anos, milhares de pessoas são acometidas pela malária, a doença mata centenas de crianças. Apesar do sucesso considerável na redução da prevalência mundial da malária, a incidência nos visitantes das áreas endêmicas continuou a subir de forma constante. Mas um estudo publicado na Nature Communications relata sobre um medicamento injetável de “longa atuação” usando nanotecnologia para a prevenção da malária.

Atualmente, a melhor prevenção disponível da malária requer a administração oral de comprimidos antimaláricos. A administração oral crônica desses medicamentos tem complicações significativas porque pessoas saudáveis ​​precisam aderir rigorosamente à medicação para que a profilaxia efetiva ocorra.

Estudo sobre o medicamento

Pesquisas foram realizadas pela Universidade de Liverpool e pela Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

O estudo teve como objetivo utilizar a nanotecnologia para melhorar a entrega de um medicamento antipalúdico.

Medicamento já existente, mas através de um novo formato injetável.

Este novo formato pode manter a concentração sanguínea do medicamento por semanas ou meses após uma única dose.

As nanopartículas de drogas sólidas são uma nanotecnologia com características favoráveis para aumentar a exposição aos fármacos e melhorar o tratamento ou prevenção de várias doenças, incluindo o HIV e a malária.

Injetável de longa ação

Partículas do fármaco com diâmetro aproximado da largura de um cabelo humano, quando injetado no músculo, se depositam.

Depois a droga é liberada na corrente sanguínea durante um longo período de tempo.

O medicamento usado até o momento em forma de comprimido, passa a ser usado como injetável.

O antipalúdico diário (atovaquona), agora forneceu concentrações sanguíneas profiláticas em camundongos por um período de 28 dias.

A nanomedicina usada em ratos os deixaram protegidos contra o parasita da malária quando expostos durante longo período.

Sabendo que ratos eliminam as drogas mais rapidamente, em seres humanos o efeito pode ser mais duradouro.

Comprimidos podem ser difíceis de manter uso prolongado, mas o novo método mantém concentrações terapêuticas por meses.

Intervenção clinicamente relevante que poderia impactar um grande número de pessoas e prevenir significativamente a transmissão da malária.

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