Dolutegravir, saiba os critérios para a substituição de esquemas de terapia antirretroviral por este medicamento

Uma nota informativa de órgãos do ministério da saúde recomenda a substituição de esquemas de terapia antirretroviral pelo dolutegravir, mas a troca deve acontecer nas situações em que há vantagens para o usuário, como a diminuição de eventos adversos entre outras.

A Nota Informativa Nº 03/2018, do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais (DIAHV), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e do Ministério da Saúde (MS), apresenta as recomendações de substituição de esquemas de terapia antirretroviral contendo inibidores da transcriptase reversa não-nucleosídeos ou inibidores de protease para esquemas com dolutegravir para tratamento de pessoas vivendo com HIV, maiores de 12 anos de idade com supressão viral.

O medicamento Dolutegravir

Ensaios clínicos apontam que a DTG é mais eficaz, melhor tolerado e ajuda para que não ocorra interrupção do tratamento.

Reações adversas menores que o efavirenz (EFV) na dose padrão (600 mg/dia).

Além disso, o Dolutegravir está associado a menos interações medicamentosas.

Tem maior barreira genética à resistência e como uma formulação genérica de baixo custo, uma vez ao dia, para países de baixa e média renda.

O dolutegravir pertence a uma classe (grupo) de medicamentos para o HIV chamados inibidores da integrase.

Inibidores da integrase bloqueiam uma enzima do HIV chamada integrase.

A integrase é uma proteína que inicia ou aumenta a velocidade de uma reação química.

Ao bloquear a integrase, os inibidores da integrase impedem a multiplicação do HIV e podem reduzir a quantidade de HIV no corpo.

O dolutegravir é sempre utilizado em combinação com outros medicamentos para o HIV.

dolutegravir antirretroviral

Quando deve ocorrer a substituição por dolutegravir

As recomendações para a substituição levam em consideração que:

Aquelas pessoas que estão com carga viral indetectável e bem.

Neste caso, não precisam e não devem fazer a substituição do seu esquema atual.

Entretanto, aquelas que estejam com carga viral indetectável, mas tendo eventos adversos e toxidades indesejáveis com o seu esquema atual.

Estas sim, podem obter benefícios ao passar para o esquema com dolutegravir.

Portanto, a troca de esquema de terapia só deve ocorrer nas situações em que há vantagens relativas na diminuição de eventos adversos.

Ou também na melhoria da adesão da pessoa que necessita deste fármaco.

Menor interações medicamentosas ou possibilidade de uso em determinadas comorbidades em relação ao seu esquema atual de TARV.

Recomendações e critérios para substituição por Dolutegravir

As recomendações e os critérios necessários para a substituição de esquemas de TARV por esquemas com dolutegravir são as seguintes:

  • Pessoa vivendo com HIV maior de 12 anos de idade.
  • Avaliação individualizada e criteriosa da necessidade e dos benefícios envolvidos na substituição, uma vez que pode expor a pessoa vivendo com HIV a eventos adversos desnecessários.
  • Pessoa vivendo com HIV em tratamento antirretroviral com supressão viral (Carga Viral indetectável) nos últimos seis meses.
  • Pessoa vivendo com HIV em uso de esquemas com efavirenz ou nevirapina, sem falha virológica prévia.
    • Pessoa vivendo com HIV em uso de primeiro esquema (sem uso prévio) de tratamento antirretroviral contendo efavirenz ou nevirapina.
  • Pessoa vivendo com HIV em uso de esquemas com atazanavir/ritonavir ou darunavir/ritonavir ou lopinavir/ritonavir, sem falha virológica prévia.
    • Pessoa vivendo com HIV em uso de primeiro esquema (sem uso prévio) de TARV contendo IP/r.
    • Pessoa vivendo com HIV em uso de esquema atual com IP/r, que tenham realizado a troca do efavirenz ou nevirapina para IP/r por intolerância e/ou eventos adversos (não por falha virológica).

Você poderá consultar a nota oficial na íntegra aqui neste link.

Resultados do uso de dolutegravir

Conversando com algumas pessoas que passaram a usar dolutegravir, afirmam que obtiveram bons resultados.

Mesmo usando dolutegravir os efeitos colaterais normalmente ocorrem, entretanto em menor escala.

Pessoas apontam que ao incluir dolutegravir em seus esquemas de terapia antirretroviral os efeitos colaterais foram muito menores.

Em alguns casos afirmam que os efeitos colaterais caíram para níveis muito baixos.

Outra coisa importante saber é que Efavirenz não será descontinuado, e quem usa, e não tem efeitos indesejáveis, podem continuar tomando.

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