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Prescrição digital é uma evolução necessária

7 November 2008 3 Comentários
Prescrição digital é uma evolução necessária

Em um post que escrevi recentemente comentando sobre exames de laboratório com nomes complicados, fiz uma observação sobre a dificuldade que muitas vezes encontramos ao ler as solicitações médicas de exames, complemento agora, demonstrando o resultado de uma pesquisa divulgada pelo jornal “Health Services Research”

A pesquisa refere-se a prescrição de medicamentos, observando que 61% de erros com a medicação nos hospitais ocorrem devido a receitas médicas incorretas ou escritas com uma letra ilegível. Podemos estender a visão sobre as demais áreas como centro de imagem, laboratório, fisioterapia, serviço de nutrição dietética, banco de sangue, que também recebem solicitações médicas, e imaginarmos a gama de problemas que podem vir a acontecer quando uma prescrição não é legível.

Na verdade, o estudo organizado pela University of Minnesota School of Public Health, foi realizado buscando demonstrar a eficiência e os benefícios que o sistema de prescrição digital proporciona ao paciente.

Comparando prescrições manuais e prescrições digitais passadas pelos médicos do hospital onde a pesquisa foi realizada, ocorreu uma redução de até 66% de erros quando a solicitação era digital e quanto a dosagens de medicamentos, acontecia uma redução de 43% ao usar a receita digital. Todos os erros nas prescrições podem causar problemas sérios ao paciente, nestes termos a redução de casos em que o paciente seria claramente prejudicado foi de 37%.

Podemos pensar em porcentagem de erro muito maior quando o paciente leva esta receita médica para fora do hospital, em farmácias externas, acredito que a preocupação do Dr. Leonardo quanto a resistência deste setor a integrar-se a uma rede, é salutar, pois a dificuldade de entrar em contato com o médico para esclarecer dúvidas de escrita são enormes, e uma integração tem que existir.

Vários problemas podem ocorrer devido a erros gerados por estas prescrições, desde uma tomada de dose menor ou maior que a preconizada, até a troca do medicamento por outro totalmente diferente daquele prescrito. O resultado pode ser uma dor a mais ou agravamento geral do caso, levando até mesmo a óbito.

Analisando estes números, acredito que no mínimo é necessário iniciar um diálogo com os sujeitos envolvidos neste processo, a fim eliminar problemas gerados para o paciente, que é o foco principal de toda cadeia de saúde, além disso, gestores públicos e privados necessitam tomar medidas para implementação de novas tecnologias nesta área, só assim o usuário poderá usufruir de maneira plena as evoluções que a medicina lhe proporciona.

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