Continuando com o tema PGRSS, nesta etapa vou apresentar modelos do plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde. Estes exemplos de PGRSS são importantes para um melhor entendimento sobre como montar o plano, observando como foi estruturado por outros estabelecimentos de saúde, ficará mais fácil acompanhar o processo de desenvolvimento deste plano na sua localidade de trabalho, seja uma farmácia, laboratório, consultório de odontologia, policlínicas, hospitais ou qualquer outra instituição da área da saúde. Seria interessante se pudesse ler a parte I PGRSS – Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde, parte II Classificação dos Resíduos de Serviço de Saúde, e criando identificação visual modelos e mascotes, que já descrevemos, assim identificará melhor as etapas de implementação.

Os estabelecimentos devem adotar diretrizes que contemplam políticas de gerenciamento de resíduos do serviço de saúde que objetiva minimizar ou eliminar tanto quanto possível os riscos para a saúde pública e poluição ambiental. Rosine Zeltzer.

A minha intenção é atender várias solicitações que tenho recebido, pedindo que eu disponibilizasse o modelo que construímos, uma parceria da CCIH do Hospital e os grupos de cada setor envolvido, para que possam ter uma base, e assim começar os trabalhos de identificação dos problemas e criação do grupo gestor de resíduos. Tenho enviado por email, mas nem sempre é possível responder rapidamente estes pedidos, por isso vou colocar aqui neste texto para que possa baixar para seu computador, analisar e fazer as mudanças necessárias.

Antes disso, vou colocar outros modelos de PGRSS e o modelo oficial da Anvisa, desta forma terá mais opções e poderá reunir todas estas informações para ajustar às suas necessidades.

1) Manual da Anvisa – Quando estava criando este texto não consegui acessar o link que envia para a o arquivo em PDF do documento proposto por este órgão, como eu tinha em meu computador, resolvi deixar aqui um exemplar do manual Baixar manual de gerenciamento de resíduos da anvisa se não conseguir visualizar pelo endereço oficial. Ele vai contemplar as seguintes propostas:

  1. Políticas de resíduos sólidos.
  2. Resíduos sólidos, resíduos de serviços de saúde e meio ambiente
  3. Gestão integrada de resíduos de serviços de saúde
  4. Passo-a-passo: como elaborar e implementar o PGRSS
  5. Siglas utilizadas, anexos e referências bibliográficas
  6. Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA – RDC n° 306

2) O segundo modelo proposto é da Visa de Goiás que também apresenta características muito sólidas para um bom processo de implantação, vale a pena analisar, mesmo sendo de publicação anterior ao manual da Anvisa, pode ser muito útil. Os tópicos abordados são:

  1. Equipe de trabalho
  2. Diagnóstico da situação atual
  3. Definição do PGRSS
  4. Classificação dos Resíduos de Serviços de Saúde
  5. Segregação, Acondicionamento e identificação
  6. Armazenamento Temporário, armazenamento externo, coleta Interna, tratamento interno
  7. Mapeamento dos riscos associados aos RSS
  8. Levantamento dos recursos necessários
  9. Plano de implementação do PGRSS
  10. Acompanhamento da eficácia do plano

3) Depois de conhecer estes manuais, disponibilizo nos links abaixo algumas tabelas que preenchemos e outras que modificamos, para que o processo se tornasse mais simples e ágil, em nosso plano de gerenciamento de Resíduos.

Baixar estrutura, distribuição, setores e responsáveis– Poderá distribuir os setores em um esquema organizado, tornando fácil a identificação de cada local coberto pelo plano e seu responsável – Grupo Gestor de RSS.

Baixar manejo, pesagem, lixeiras – quantidade e tamanho – Tabelas para distribuição de cada resíduo produzido, local para inserir o peso do material produzido, quantidade e distribuição de lixeira, capacidade de cada uma e identificação das mesmas.

O PGRSS deve ser planejado e criado de acordo com as particularidades de cada instituição, não esquecendo que as normas a serem seguidas não são apenas as Resoluções RDC ANVISA nº 306/04 e CONAMA nº 358/05 que dispõem, respectivamente, sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS, também deverá estar sustentado nas leis municipais, visto que várias etapas do plano envolvem o próprio setor público municipal. Deverá também propor medidas a serem tomadas em situações que não estão contempladas em alguma destas leis, bem como indicar recursos humanos para apoio técnico e fontes para recursos financeiros.

As dúvidas que eu possa esclarecer farei com maior prazer, entretanto peço que antes de perguntar leia todo material, pois só assim será possível viabilizar o plano e terá condições de dialogarmos. Estou a seu inteiro dispor. Além disso, poderá propor mudanças ou enviar o plano que você criou para demonstrarmos a outros colegas.

Este tema não vai encerrar por aqui, ainda temos assuntos importantes sobre PGRSS a serem discutidos, por isso proponho que assine grátis o Feed/ RSS do blog ou assine para receber por email, ou mesmo salve em favoritos, para acompanhar os textos assim que publicar.