O teste rápido é um dos exames laboratoriais para diagnóstico de dengue, junto com os sintomas apresentados, proporcionam ao clínico concluir ou descartar um caso suspeito de dengue. O teste de dengue NS1 e o teste IgG IgM são importantes no diagnóstico da doença, veja como é indicado usar cada um deles.

A avaliação da quantidade de plaquetas circulantes no sangue também colabora para evidenciar a doença e principalmente para observar sua evolução. Além destes existem outros testes que podem ser feitos logo no início dos sintomas, além da sorologia para dengue, mas são exames que muitas vezes não estão disponíveis na rede de saúde pública, entre eles: Isolamento do vírus, detecção do antígeno em tecidos fixados, teste de inibição de hemaglutinação e RT-PCR. Estes métodos são mais específicos e servem para confirmação de infecção pela dengue.

Teste rápido para diagnóstico de dengue

Atualmente, os testes rápidos se tornaram um meio seguro para colaborar no diagnóstico da dengue.

O médico necessita de uma resposta para tomada de conduta do paciente, o apoio diagnóstico com teste rápido oferece a solução.

Dois tipos de teste rápido para dengue NS1 e IgG IgM

O teste de dengue NS1 e o teste IgG IgM são importantes no diagnóstico da doença, veja em qual momento é recomendado usar cada um deles.

A glicoproteína NS1, é marcador de fase aguda da infecção, pode ser feito com 24 horas após o início dos sintomas já será encontrado no soro, além de estar presente também nas infecções primárias e secundárias.

A pesquisa do antígeno NS1, o teste rápido (veja os detalhes) deve, necessariamente, ser realizada nos cinco primeiros dias a partir do início dos sintomas.

Do 6º dia em diante o ideal é pesquisar a presença de anticorpos IgG e IgM, que pode ser realizada por testes rápidos ou por metodologia automatizada.

O teste rápido é relativamente barato e geralmente está disponível nos laboratórios da rede de saúde pública.

O teste rápido de dengue utiliza metodologia imunocromatográfica, a detecção é qualitativa e diferencia as imunoglobulinas IgG e IgM nos resultados.

Identifica-se qualquer um dos 4 sorotipos do vírus da dengue, durante a realização do exame.

Imunoglobulinas IgG ou IgM, quando presentes na amostra (sangue do paciente é coletado e separado por centrifugação), se ligam aos antígenos recombinantes (1,2,3 e 4) do envelope viral, formando um complexo antígeno-anticorpo.

O complexo vai migrar ou “correr” pela fita por capilaridade, então serão capturados por anti-IgG e anti-IgM humanos imobilizados em duas áreas distintas desenvolvendo cor na faixa do IgG, IgM ou em ambas.

Na área controle também aparecerá coloração confirmando desta forma que o teste está funcionando bem e de forma correta.

Se for um teste negativo apenas a faixa controle vai desenvolver cor.

A sensibilidade do teste varia em torno de 99%, e a especificidade é por volta de 98%.
Os resultados do teste rápido de dengue podem ser verificados neste texto que escrevi sobre o assunto.

Também poderá ser realizado a sorologia, testes ELISA em equipamentos automatizados, IgM – encontrados em cerca de 80% dos pacientes no quinto dia e cerca de 99% dos pacientes no décimo dia após o contato com o vírus e pode persistir na circulação por até três meses.

E o IgG – baseado em detecção de anticorpo, este método apresenta resultados positivos a partir do 9º dia da doença, na infecção primária, e pode ser detectável desde o primeiro dia de doença na infecção secundária.

Elevado número de casos confirmados e muitos suspeitos de dengue, ocorrem no país, sobrecarregando as unidades de saúde, o teste rápido é uma ferramenta importante no conjunto de medidas para controle, diagnóstico e tratamento da doença.