
A avaliação da quantidade de plaquetas circulantes no sangue também colabora para evidenciar a doença e principalmente para observar sua evolução. Além destes existem outros testes que podem ser feitos logo no início dos sintomas, e a sorologia para dengue, mas são exames que muitas vezes não estão disponíveis na rede de saúde pública, entre eles: Isolamento do vírus, detecção do antígeno em tecidos fixados, teste de inibição de hemaglutinação e RT-PCR. Estes métodos são mais específicos e servem para confirmação de infecção pela dengue.
O teste rápido de dengue utiliza metodologia imunocromatográfica, a detecção é qualitativa e diferencia as imunoglobulinas IgG e IgM nos resultados.
Identifica-se qualquer um dos 4 sorotipos do vírus da dengue, durante a realização do teste rápido. Imunoglobulinas IgG ou IgM, quando presentes na amostra (sangue do paciente é coletado e separado por centrifugação), se ligam aos antígenos recombinantes (1,2,3 e 4) do envelope viral, formando um complexo antígeno-anticorpo, que vai migrar ou “correr” pela fita por capilaridade, então serão capturados por anti-IgG e anti-IgM humanos imobilizados em duas áreas distintas desenvolvendo cor na faixa do IgG, IgM ou em ambas.
Na área controle também aparecerá coloração confirmando desta forma que o teste está funcionando bem e de forma correta.
Se for um teste negativo apenas a faixa controle vai desenvolver cor.
A sensibilidade do teste varia em torno de 99%, e a especificidade é por volta de 98%.
Os resultados do teste rápido de dengue podem ser verificados neste texto que escrevi sobre o assunto.
Muitos municípios neste momento no país passam por momentos de elevado número de casos confirmados e muitos suspeitos de dengue, sobrecarregando as unidades de saúde, o teste rápido é uma ferramenta importante no conjunto de medidas para controle, diagnóstico e tratamento da doença.
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