Vírus coxsackie B, coleta do material para realizar o exame e resultados com títulos alterados

O exame é útil no diagnóstico das infecções por coxsackie vírus B (tipos B1 a B6). Ao ser afetado pelo vírus coxsackie B podemos desenvolver uma variedade de quadro clínico, entre eles citamos meningites, miocardites, pneumonia viral, pleurodinia, rash, pericardites e processos generalizados sistêmicos. Vamos ver como é a coleta do sangue ou líquor quando seu médico solicita este teste laboratorial e quais os resultados com títulos alterados.

Os vírus coxsackie B (subtipos B1, B2, B3, B4, B5, B6) são os principais agentes ligados a miocardites virais agudas. Os anticorpos neutralizantes apresentam título elevados rapidamente, e continuam positivos por alguns anos ou até mesmo por vida toda.

Como é a coleta do material para o exame coxsackie B

O material usado para testar o coxsackie B vírus, pode ser o líquor ou o sangue.

O médico pode identificar a necessidade de fazer o teste no líquor – LCR que é o material retirado da coluna vertebral.

Neste caso o LCR será retirado pelo médico que solicitou o teste em um processo de punção na coluna.

O material será encaminhado pala equipe de enfermagem ao laboratório para ser processado pelo corpo técnico.

Ou o teste pode ser realizado no sangue, neste caso o material será retirado da veia do braço, normalmente pela equipe do laboratório.

Quem vai decidir sobre a necessidade de realizar o teste no líquor ou no sangue será o médico assistente.

O resultado normalmente é liberado entre 10 a 20 dias, podendo demorar um pouco mais se o laboratório encaminhar a amostra para instituições de apoio.

Vírus coxsackie B

O processo de diagnóstico de casos patológicos causados por este vírus está ligado a aumentos significativos de títulos em dois momentos consecutivos dentro de 7 a 15 dias.

O teste é importante para o diagnóstico das infecções por coxsackievirus B (tipos B1 a B6) usando um método conhecido como neutralização.

Resultados normais e alterados por coxsackie B

Podemos encontrar anticorpos Iga, IgG e IgM usando a metodologia imunofluorescência.

Normalmente na nossa população encontramos títulos de 1/4 até 1/64, significando infecção ocorrida no passado.

Quando temos títulos de 1/128 ou superior, tendo observado um quadro clínico que indique miocardite, pericardite, meningite asséptica, sugerem infecção por coxsackie B.

Soroconversão ou aumento de 4 vezes entre os títulos de 2 amostras colhidas com intervalo de 14 dias firmam diagnóstico de infecção atual.

Este teste identifica fundamentalmente anticorpos da classe IgG. Nos casos de infecção aguda, costuma-se observar aumento de mais de um sorotipo, mostrando assim uma reatividade cruzada entre eles.

Essa reatividade cruzada vai desaparecendo e, nas amostras posteriores, vai permanecer o alto título apenas no sorotipo infectante.

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