Médico pediu um segundo exame de HIV, veja como funciona o fluxograma de teste rápido

Existe um fluxograma que determina o uso de Teste rápido. Estes testes podem ser de antígenos diferentes e realizado um após o outro, usando amostras de sangue, visando um diagnóstico preciso. Caso o médico tenha pedido um segundo exame de HIV ou o próprio centro especializado, pode ser devido ao fluxo de investigação ou procedimentos técnicos. Veja como funciona o fluxograma destes testes sanguíneos.

Normalmente para iniciar a verificação se uma pessoa tem o vírus HIV, será solicitado pelo médico ou pela equipe do centro de testagem e acompanhamento do seu município, o exame mais básico de rastreio, o teste rápido ou TR.

Como funciona o procedimento para TR

Pode ser necessário realizar apenas um teste rápido ou dois testes rápidos, a equipe do laboratório ou do SAE executa o procedimento.

O pedido do exame pode ser feito pelo médico, enfermeiro ou por outros profissionais de saúde que detenham essa atribuição, possibilitando maior agilidade ao atendimento do paciente.

Para este procedimento, o primeiro teste rápido para HIV (TR1) deverá ter sensibilidade igual ou superior ao segundo teste (TR2) e que o TR2 tenha especificidade igual ou superior ao TR1.

Esta definição tem o objetivo de diferenciar os indivíduos que estão infectados (ambos TR1 e TR2 reagentes) daqueles que provavelmente tiveram um resultado falso-reagente no teste inicial (TR1).

Para isso estes testes rápidos devem ser capazes de identificar anticorpos anti-HIV-1, incluindo o grupo O, e anticorpos anti-HIV-2.

Como ocorre a coleta para o teste rápido presencial

A coleta do sangue pode ser realizada furando o dedo do paciente ou retirando o sangue da veia.

Um TR só pode ter seu resultado interpretado se for considerado um teste válido.

Porém, para ser considerado válido, é necessária observar uma linha ou ponto na região controle (C) do teste.

Se o resultado do TR1 ou do TR2 não apresentar esta configuração, terá que repetir o teste com o mesmo kit, usando um lote diferente.

Se continuar o resultado inválido, deve ser retirado sangue da veia e a amostra deve ser realizada com outro kit de diagnóstico.

E necessário saber que este fluxograma não é ideal para o diagnóstico da infecção aguda pelo HIV-1. Neste caso o procedimento será outro.

Ao realizar o teste e o resultado for considerado válido, e definida como “Amostra não reagente para HIV”. Este é um teste negativo.

Geralmente no laudo do resultado irá aparecer as seguintes observações: Resultado obtido com a utilização do Fluxograma 1, realizado presencialmente em amostra coletada por punção digital, conforme estabelecido pela Portaria nº 29, de 17 de dezembro de 2013.

Se continuar a suspeita após o primeiro teste rápido

Este é um primeiro caso onde o médico poderá solicitar um segundo teste.

Depois de receber o teste rápido negativo e o médico ainda estiver suspeitando de infecção pelo HIV, como deverá proceder.

Deverá coletar novamente o sangue 30 dias depois da data da coleta desta amostra.

Qual o procedimento depois do primeiro TR positivo

Para casos de pacientes com resultado reagente no primeiro teste rápido realizado, deverá realizar o TR2.

Após realizar o segundo teste e o resultado for reagente no TR1 e TR2 realizados presencialmente será um teste reagente, ou positivo e no laudo vai aparecer “Amostra reagente para HIV”.

Normalmente no laudo, além do resultado mencionado acima, deve aparecer as seguintes observações: Realizado presencialmente em amostras coletadas por punção digital, conforme estabelecido pela Portaria nº 29, de 17 de dezembro de 2013.

Após este resultado o médico ou equipe do SAE, avaliará se inicia neste momento a terapia ou não.

Também será coletado sangue para um teste sanguíneo de carga viral.

Este pode ser outro momento que o médico irá solicitar um novo exame de hiv.

Resultado diferente entre TR1 e TR2

A amostra com resultados diferente ou discordantes nos testes TR1 e TR2 não terá seu resultado definido.

Na ocorrência da primeira discordância, deverá repetir o fluxograma com os mesmos kits de diagnósticos usados anteriormente e também na mesma ordem.

E se os resultados desta segunda análise continuar ocorrendo discordância, agora uma amostra de sangue deverá ser coletada da veia e encaminhada para análise em laboratório. para ser testada com um dos fluxogramas definidos para utilização em laboratório.

Caso de testagem não presencial

O procedimento é o mesmo, porém no laudo será emitido com observação de que o teste foi “realizado não presencialmente com amostra obtida por punção venosa”.

Neste caso que o material foi enviado ao laboratório ou triagem, em função de risco de contaminação, a segunda amostra obtida retirando o sangue da veia, que foi usada para realização do TR1 não pode ser aproveitada para realização da quantificação da carga viral.

Para coleta desta amostra um tubo especial deve ser usado.

Uma nova amostra pode ser solicitada, caso o serviço de saúde identifique possibilidade de troca ou problemas técnicos.

Neste caso, também pode ser ter uma solicitação de novo exame.

O uso dos testes rápidos possibilita a rápida investigação da infecção pelo HIV.

Testes confirmatórios de HIV

A realização do teste de quantificação da carga viral do HIV-1, que confirma a infecção pelo HIV, e do teste de contagem de linfócitos T-CD4+, complementa o diagnóstico.

A Carga viral, quando for igual ou superior a 5.000 cópias/mL, confirma a infecção pelo HIV.

Caso a carga viral seja abaixo de 5.000 cópias/mL, deve-se considerar a ocorrência de um duplo resultado falso-reagente (TR1 e TR2) e a não infecção da pessoa pelo HIV.

Neste caso, é indicado a realização de fluxograma laboratorial que inclua como teste complementar o western blot (WB), o imunoblot (IB) ou o imunoblot rápido (IBR) para esclarecer de fato se é um resultado falso-reagente ou de um indivíduo controlador de elite.

Perceba que em várias situações o médico poderá solicitar um novo exame de HIV.

Além das situações inerentes ao fluxograma que requerem nova coleta de sangue, também, poderá ser solicitado devido a problemas técnicos no procedimento laboratorial.

Além deste fluxograma, ainda temos: Fluxograma 2 – Um teste rápido utilizando fluido oral (TR1-FO) seguido por um teste rápido utilizando sangue (TR2). Fluxograma 3 – Imunoensaio de 4ª geração seguido de teste molecular como teste complementar. Fluxograma 4 – Imunoensaio de 3ª geração seguido de teste molecular como teste complementar. Fluxograma 5 – Imunoensaio de 3ª geração seguido de western blot, imunoblot ou imunoblot rápido como teste complementar. Fluxograma 6 – Imunoensaio de 4ª geração seguido de western blot, imunoblot ou imunoblot rápido como teste complementar.

Então, não fique preocupado caso o médico solicite novo exame de HIV. Várias etapas devem ser seguidas, podendo chegar a resultado positivo, negativo ou indeterminado. Aguarde até o processo de investigação laboratorial terminar.

Este texto foi útil? ⭐⭐⭐⭐⭐
Avaliação média: 0
Total de Votos: 0
Médico pediu um segundo exame de HIV, veja como funciona o fluxograma de teste rápido
Compartilhe este texto
avatar
Jose marques
Visitante
Jose marques

Por favor preciso muito de ajuda Sou brasileiro mas trabalho em africa Tive uma exposição de risco e nao sei a sorologia da minha parceira Aqui no pais onde vivo existe apenas testes rapidos alere que procuram sò anti corpos Relato abaixo os meus testes 1 dia teste rapido negativo Iniciei pep 35 dias teste rapido negativo para hiv. Sifilis e hepatite b 63 dias teste rapido negativo e teste de farmacia negativo 75 dias teste rapido negativo no mesmo dia fiz outro teste rapido em outro hospital negativo e teste para sifilis e hepatite b todos negativo 91 dias… Read more »