Fosfoetanolamina, estudos e pesquisas sobre a substância que traz esperança para pacientes com câncer

Uma substância está causando burburinho na internet, descoberta pelo professor de química aposentado Gilberto Chierice e estudada também pelo Dr. Renato Meneguelo, a fosfoetanolamina sintética, Pho-s, PEA ou fosfoamina, encontra resistência de alguns médicos e de órgãos reguladores, e a defesa por pessoas que já usaram e relatam que obtiveram resultados visíveis, além, claro, o grupo que já realizou vários estudos e pesquisas sobre a fosfoetanolamina sintética.

A USP divulgou notícia informando que a Universidade de São Paulo foi envolvida na polêmica do uso da substância química fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Por liminares judiciais, a Universidade foi obrigada a fornecer o produto para os que a solicitam. Esclarecem que a substância não é remédio, foi estudada como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença.

A publicação em pubmed, relata pesquisa feita por Ferreira AK, Meneguelo R, Pereira A, Mendonça Filho O, Chierice GO, Maria DA, sobre os efeitos anticancerígenos da fosfoetanolamina sintética “Tumor Ascítico de Ehrlich: um estudo experimental”, abordam que os fosfolípidos antineoplásicos (ALPS) representam uma classe promissora de drogas com um novo modo de ação para induzir a morte celular.

Os resultados encontrados pelo grupo de pesquisa do Instituto Butantan, sugerem que a fosfoetanolamina Pho-s é um potencial candidato a droga anticâncer.

Luciana Chain, em sua dissertação de Mestrado estudou os efeitos da fosfoetanolamina (PEA) sintética sobre o desenvolvimento do melanoma murino experimental. O tratamento, via oral, de animais portadores de melanoma usando diferentes doses de PEA (10, 20 e 40mg/Kg), durante 10 ou 20 dias consecutivos, resultou em volumes tumorais pelo menos 70% menores que o de animais controle e diferenças macroscópicas consideráveis.

No mesmo estudo, identificaram aumento da apoptose que é um tipo de autodestruição, ou morte celular geneticamente programada, ordenada com uma finalidade biológica, ocorreu também diminuição da proliferação de células tumorais. O tratamento resultou em alterações hematológicas como aumento do número de plaquetas, eritrócitos e leucócitos, sendo maior proporção de linfócitos e monócitos após 10 e 20 dias de tratamento, respectivamente.

No estudo verificou-se também que a fosfoetanolamina induziu uma maior produção da citocina pró-inflamatória IL-6 e das citocinas anti-inflamatórias IL-10 e TGF-β e menores níveis da citocina pró-inflamatória IFN-γ. Resultados demonstram um papel inibidor da PEA sobre a progressão do melanoma, contribuindo para um melhor entendimento de sua atividade anti-tumoral.

Neste vídeo veja como funciona a fosfoetanolamina.

Renato Meneguelo, em sua teste de dissertação de mestrado, estudou os efeitos antiproliferativos e apoptóticos da fosfoetanolamina sintética no melanoma B16F10, O objetivo principal desse estudo foi avaliar os efeitos antitumorais “in vitro” e “in vivo” da fosfoetanolamina sintética em células de melanoma B16F10 implantados em camundongos Balb-c.

Depois de 14 dias tratados com fosfoetanolamina sintética foram avaliados os seguintes parâmetros: volume tumoral, área e número de metástases em órgãos internos. Foi também realizada a comparação da fosfoetanolamina sintética em relação aos quimioterápicos comerciais Taxol e Etoposideo separados nas diferentes fases do ciclo celular.

Aqueles animais portadores de tumores dorsais de melanoma B16F10 apresentaram significativa redução carga tumoral, mostrando inibição da capacidade de crescimento e a metastatização. Conclui-se que a fosfoetanolamina sintética diminuiu significativamente o tamanho de tumores de forma seletiva, sem alterações em células normais, com vantagem em relação aos quimioterápicos comerciais, pois a mesma não apresentou os terríveis efeitos colaterias dos mesmos. Neste trabalho ficou evidente a capacidade inibitória da fosfoetanolamina sintética na inibição da progressão e disseminação das células tumorais.

Aqui Dr. Renato, o médico responsável pela substância fosfoetanolamina explica como é conturbado atual momento na pesquisa deste produto, e relata sua indignação sobre o caso.

Larissa Kim Higashi de Carvalho, avaliou os efeitos antiproliferativos e de apoptose da formulação lipossomal DODAC associado à fosfoetanolamina sintética em células de carcinoma espinocelular de cavidade oral, em modelos in vivo a PHO-S aumentou a taxa de sobrevida dos animais tratados sem efeitos colaterais importantes como a caquexia e a mielossupressão, além de reduzir drasticamente a formação de metástases.

A fosfoetanolamina será tema de audiência pública conjunta das Comissões de Assuntos Sociais, de Ciência e Tecnologia e de Direitos Humanos. Pesquisadores e representantes da Anvisa e do Ministério de Ciência e Tecnologia participarão da audiência.

Precisamos dar condições para que os pesquisadores possam fazer um trabalho mais abrangente, oferecer uma estrutura completa para desenvolverem as atividades necessárias para concluir as pesquisas. As pessoas com a doença não podem esperar, precisam de respostas urgentes, precisam de um medicamento que se não curar, pelo menos, melhore a qualidade de vida.

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Fosfoetanolamina, estudos e pesquisas sobre a substância que traz esperança para pacientes com câncer
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Marcio Rodrigues
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Marcio Rodrigues

Fizeram bem em liberar o composto, pois esse meio ainda é muito confuso e traz muita informação conturbada, inclusive o fato de laboratórios que vendem medicamentos extremamente caros estarem envolvidos e não quererem que o composto seja comercializado. Conforme foi dito, há estudos do composto e tudo se manteve parado até agora, quando pessoas passaram a ter uma melhora e desesperadamente solicitarem o medicamento. Médicos mais conservadores e com ética ilibada devem ver o composto com outros olhos e analisarem se existe realmente algo nele que auxilie no tratamento de uma doença tão cruel e devastadora.

SUIOLO
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SUIOLO

Estou procurando estudos sobre a fosfoetanolamina, minha tia tem a doença descoberta no inicio de maio deste ano, valeu pelas informações. Quando tiver novas noticias nos avise.