Fibronectina fetal e o risco de parto prematuro, como e quando o teste para identificar a proteína é realizado

Parto prematuro é uma das principais causas que levam a morbidade e mortalidade perinatal. A fibronectina fetal é uma proteína produzida no decorrer da gestação agindo como um tipo de adesivo entre as membranas fetais e o útero, mantém o embrião aderido ao útero. Veja mais sobre a fibronectina fetal e o risco de parto prematuro, como e quando o teste para identificar a proteína é realizado.

Nos momentos que a gestante mostre sintomas que indicam ameaça de aborto, um trabalho de parto prematuro, como sangramento ou perda de líquido, contrações, peso em baixo ventre, dores parecidas com cólicas menstruais e sem dilatação significativa do colo uterino, cuidados especiais devem ser tomados.

O teste para identificar fibronectina

Normalmente os métodos tradicionais que identificam as gestantes de risco para o parto prematuro, observando história obstétrica e sintomas, não apresentam boa sensibilidade.

Geralmente apenas 50% de mulheres grávidas que evoluem com parto prematuro mostram algum fator de risco visível na anamnese ou exame físico.

Sabemos que fibronectina fetal e a avaliação ultrassonografica transvaginal do colo uterino são os métodos que apresentam melhor resultado e de fácil realização.

É possível identificar a fibronectina por meio de um teste que não causa dor e não é invasivo, no órgão sexual da mulher ou no colo do útero.

O teste que busca identificar a fibronectina fetal nas secreções e do colo do útero colabora para identificar a mulher que tem maior risco de dar à luz prematuramente.

O teste é parecido com o procedimento do exame papanicolau, porém o resultado do teste é rápido.

O material de análise parece com o teste de gravidez, mostra uma área com linhas colorida.

Quando o teste pode ser realizado

Quando tiver ocorrendo contrações uterinas persistentes e outros sintomas relatados e identificados pelo médico o teste pode ser necessário.

A fibronectina é detectada com o exame do conteúdo vaginal até a 21ª semana e também após a 35ª semana de gestação.

Porém, quando existe risco de parto prematuro espontâneo a proteína pode aparecer no conteúdo vaginal entre 22ª e 35ª semana de gestação.

Como é o procedimento do teste

O teste é feito por meio da introdução de um tipo de cotonete no órgão sexual da mulher para coletar a secreção cérvico-vaginal.

Depois de retirar o material, este cotonete será colocado em uma na solução. O produto vem dentro de um tubo de ensaio, misturado vigorosamente por aproximadamente 15 segundos.

Depois deve ser inserido no tubo uma fita teste que vem junto no kit, deixar por 10 minutos e retirar a fita para fazer a leitura do resultado.

teste fibronectina parto prematuro

Esta fita teste possui anticorpos imobilizados de camundongo anti-fibronectina fetal (fFN), fibronectina fetal humana e anticorpos policlonais de cabra contra os anticorpos antifibronectina, conjugados com ouro.

O teste é por meio de imunocromotocrafia. Linhas coloridas aparecem, sendo que uma linha para resultado negativo e duas linhas para resultado positivo.

O que o teste vai indicar com o resultado

Em gestantes que apresentem sintomas e tenham um resultado do teste de fibronectina positivo, o risco de ocorrer um parto prematuro é elevado.

Já nas gestantes que apresentem um resultado do teste de fibronectina negativo, a probabilidade de acontecer um parto prematuro é pequeno.

Nestes casos de resultados negativos, normalmente não terá problemas e a gravidez deve durar pelo menos mais uma ou duas semanas.

Se o teste de fibronectina fetal é positivo, geralmente o médico irá tomar medidas para lidar com a probabilidade de parto prematuro, podendo indicar medicamentos para aumentar a maturidade pulmonar do bebê.

Finalidade do teste

O teste tem por finalidade tranquilizar as gestantes que tenham alguma ameaça de parto prematuro.

Também é interessante sob o ponto de vista de desgastes e gastos com internações e medicações que não seriam necessárias.

Não se deve manipular colo uterino antes da coleta. E não efetuar o procedimento do teste na quando tiver sangramento, diagnóstico de bolsa rota ou placenta prévia.

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