Exame Tempo de Sangramento ou TS, como é feito o teste e motivos de resultados alterados

O Exame TS o Tempo de Sangramento ou de sangria, é uma análise útil na triagem para o distúrbio da função plaquetária, seja congênita ou adquirida, ideal no diagnóstico da doença de Von Willebrand, Trombocitopenia ou terapia com aspirina que prolonga o tempo de sangramento. Veja como é feito o teste e quais os motivos de resultados alterados.

O exame usado juntamente com outros testes de hemostasia, visa a avaliação laboratorial inicial de pacientes com distúrbios hemorrágicos. Podendo ser usado como teste de triagem na avaliação hemostática pré-operatória em casos mais específicos.

Como deve ser realizado o teste

O teste rotineiramente faz parte dos exames do coagulograma. Não requer que o paciente esteja em jejum.

No momento de realização do cadastro o paciente deve informar sobre os medicamentos em uso.

Devem ser informados os medicamentos usados durante os últimos sete dias, especialmente antiagregantes plaquetários como ácido acetilsalicílico AAS, Aspirina, melhoral e outros. Além de antiinflamatórios, antialérgicos, diuréticos, antidepressivos e betabloqueadores.

Existem dois métodos para determinar o tempo de sangramento

Vamos conhecer os dois métodos usados para determinar o tempo de sangramento.

Um deles é o método de Duke, e o outro método de Ivy modificado.

Método de Duke

O teste é realizado fazendo uma perfuração de 3 mm de profundidade após a limpeza da área com álcool. 

Normalmente é usado uma lanceta estéril e descartável.

Preferencialmente o lóbulo da orelha é o local indicado para o teste, mas também pode ser realizado na ponta do dedo.

Aciona o cronômetro inicia a marcação do tempo assim que for feito o furo com a lanceta. Sendo que, a cada 30 segundos, um papel de filtro é aplicado suavemente sobre a ferida. 

Este papel de filtro será esfregado a cada 30 segundos no local da picada, até que não haja mais absorção de sangue.

Valor normal do teste Duke

O tempo normal do teste é quando ocorre a parada do sangramento de 01 a 3 minutos.

Embora o método Ivy seja mais invasivo, é preferível, já que seus resultados são mais reprodutíveis.

Método de Ivy, teste modificado

Este método usa um manguito de pressão arterial para o teste.

Neste procedimento um manguito de pressão arterial é aplicado ao braço e inflado a 40 mm Hg . 

O antebraço do paciente é então limpo com álcool, e uma incisão é feita com uma lâmina estéril ou bisturi. Deve ter 1 mm de profundidade e 10 mm de comprimento. 

Sendo o teste dirigido para para vasos capilares, a região escolhida não deve ter grandes vasos.

Aciona um cronômetro inicia a marcação do tempo. Sendo que, a cada 30 segundos, um papel de filtro é aplicado suavemente sobre a ferida. 

Toda vez que o papel absorve sangue, indica que o sangramento está ativo ainda. Sendo este procedimento repetido a cada 30 segundos até que o sangramento pare completamente (ou seja, não apareça mais sangue sendo absorvido pelo filtro). 

Depois do sangramento parar, o manguito de pressão arterial deve ser esvaziado. O tempo de sangramento é definido como o tempo da incisão até que todo o sangramento tenha parado.

Resultados normais e alterados do TS Ivy

O tempo é determinado e conforme este resultado temos:

De 1 a 9 minutos, o resultado é normal. Resultado de 9 a 15 minutos, indica uma disfunção plaquetária. Para valores acima de 15 minutos é um valor crítico, e o teste deve ser interrompido e exercer uma pressão no local do teste.

Uso e aplicação do teste tempo de sangramento TS

O exame busca avaliar a interação entre as plaquetas e a parede vascular lesionada, diretamente ligado ao número e da qualidade das plaquetas, de alguns fatores plasmáticos, do endotélio e da contratilidade capilar.

É importante salientar que o tempo de sangramento (TS) é mais longo em mulheres e recebe a influência do hematócrito.

Tempo de sangramento alterado

Um resultado de exame tempo de sangramento TS prolongado ocorre nos seguintes casos:
Nas plaquetopenias primárias e secundárias, em casos de número de plaquetas 50.000/mm³ ou menos. Problemas plaquetários qualitativos hereditários: em doença de von Willebrand, síndrome de Bernard-Soulier e trombastenia de Glanzmann. Em púrpura de Henoch-Schönlein, telangiectasia e crioglobulinemias.

Também em situações de alterações qualitativas ou quantitativas do fibrinogênio. Em insuficiência renal. Nas alterações plaquetárias qualitativas adquiridas devido a medicamentos.

O exame TS já não está sendo realizado em inúmeros países, em função da dificuldade com relação a sua padronização, e também baixa sensibilidade e especificidade.

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