Se não tivermos atitudes decisivas buscando reduzir o nível de agressão ao meio ambiente, em breve não teremos mais tempo e nem o que proteger, o momento é agora, as reduções da emissão de CO2, troca ou eliminação de substâncias que se depositam no solo, e todas as medidas sustentáveis devem ser aplicadas o mais rápido possível. Buscando a proteção global muitas empresas fabricantes de produtos para a área médica e laboratorial assumem posturas ecologicamente corretas, vejam alguns casos.

A Sysmex criou a política de gestão integrada Sysmex do Brasil (qualidade, meio ambiente, saúde e segurança ocupacional e responsabilidade social), nesta política a empresa pontua ações a serem desenvolvidas.

Empresas socialmente responsáveis

Planejamento de ações Sysmex:

[…] prevenir a poluição e utilizar racionalmente os recursos naturais.

Esforçar-se para oferecer um ambiente de trabalho seguro e confortável, de modo que se preserve e melhore continuamente a segurança e a saúde física e mental de seus colaboradores.

Ser uma empresa socialmente responsável, zelando pelo cumprimento dos requisitos da norma SA8000 e promovendo ações para manter e aprimorar seu sistema de gestão de responsabilidade social.

Atender a legislação e outros requisitos aplicáveis de partes interessadas; e prover recursos para garantir a eficácia do Sistema de Gestão Integrada.

No programa Eco-Vison 2020, firma compromisso em reduzir a emissão de CO2 de suas fábricas no mundo em cerca de 50% até a próxima década.

A GE Healthcare, braço da General Electric Company, desenvolveu o sistema ASiR – Adaptive Statistical Interative Reconstruction (reconstrução estatística adaptativa interativa) permitindo que equipamentos de tomografia computadorizada reduzam a emissão de radiação de 50%  a 83% dependendo do procedimento, em relação aos aparelhos tradicionais.

A Diagnostek modificou a composição conhecida universalmente por MIF (merthiolate, iodo e formol), um conservante para fezes que quando descartado lançava no meio ambiente os produtos agressivos como formol, mercúrio, ácido ósmico.

Laboratórios distribuem pequenos volumes em frascos coletores para que o paciente colete uma pequena porção de suas fezes uma vez ao dia durante 3 dias, quando misturadas neste líquido favorecem a captura no exame ao microscópio, de ovos e larvas que possam estar causando danos ao organismo.

Mas o problema é que depois de realizado o exame, este material muitas vezes é descartado diretamente no meio ambiente.

paratest

Paratest Eco Greenfix, um conservante de fezes ecológico não tóxico

A empresa diagnostek criou um sistema para melhorar este trabalhoso processo, o produto paratest, mas que também tinha aqueles produtos nocivos, buscando mudar esta prática, inovou com o Paratest Eco Greenfix, um conservante de fezes ecológico não tóxico, que não exige medidas preventivas de segurança para manuseio e descarte, produto biodegradável.

As áreas hospitalar e laboratorial agregam muitos equipamentos e substâncias químicas, que se não tratadas corretamente com a implantação de um modelo de PGRSS que seja aplicado efetivamente, causará danos ambientais irreparáveis.

Se neste contexto agressivo, as empresas fabricantes de produtos e equipamentos para aplicação hospitalar e laboratorial não se conscientizarem da necessidade de atitudes incisivas, mudando conceitos, inovando, implantando políticas sustentáveis, será muito difícil ações isoladas, na ponta do processo, resolverem ou reduzirem o problema.

Quando fabricantes, profissionais de saúde e usuários do sistema, se deslocarem de seus postos e implementarem ações reais, visando reduzir a agressão ambiental que ocorre hoje, em breve os benefícios serão visíveis.

Não esquecendo que as condições para que os trabalhadores da saúde façam sua parte devem ser disponibilizadas pelas empresas que os agregam.