
Os resultados até esta fase demonstram que os participantes que tinham usado o paracetamol pelo menos uma vez por ano (usuário médio), eram 1,43 vezes mais propensos a ter asma. Aqueles que tomaram pelo menos mensalmente, eram 2,51 vezes mais propensos a sofrer da doença.
O uso do acetaminofen pode representar um importante fator de risco para o desenvolvimento e/ou manutenção de asma, rinoconjuntivite e eczema em adolescentes, segundo os autores do estudo. Um outro estudo (Lancet 2008) realizado anteriormente já indicava relação entre a asma e o uso de paracetamol no primeiro ano de vida e em crianças de 6 a 7 anos.
Acredita-se que o paracetamol possa reduzir os níveis do antioxidante chamado glutationa, o que pode levar a inflamação e suprimir a resposta imune.
Os investigadores não arriscam dizer que o paracetamol causa diretamente asma e outras condições relacionadas, isso exige novos estudos, inclusive, alguns já estão em andamento.
Em tempos de dengue o uso do paracetamol é muito indicado, caso seja uma dengue hemorrágica os outros medicamentos, aspirina, por exemplo, aumentariam o sangramento. Confirmando estas pesquisas, os protocolos futuramente podem mudar.
Entretanto, os pais não devem parar de dar paracetamol aos seus filhos sem falar com seus médicos, salientam os pesquisadores, mas confirmam que as evidencias sobre os problemas respiratórios desenvolvidos pelo medicamento são muito fortes.











