Quando comecei a trabalhar em laboratório ainda tínhamos a rotina de pipetar produtos químicos, usando a boca para aspirar na pipeta, os riscos de acidentes de trabalho que estes procedimentos causavam era grande. O MTE – Ministério do Trabalho e Emprego define acidente de trabalho como o ocorrido no exercício do trabalho a serviço da empresa, o qual provoca lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Estas rotinas de trabalho, pipetagens e outras atividades, já não são mais usadas nos dias de hoje, foram abolidas da rotina, minimizando a probabilidade de ocorrer acidentes, reduzindo a exposição do trabalhador a alguns tipos de riscos, tornando o ambiente de trabalho mais seguro.

Minimizando riscos de acidentes no trabalho

Eu disse minimizando, pois eliminar completamente os riscos aos quais o trabalhador está envolvido é praticamente impossível, por mais que nos empenhemos para manter o local de trabalho livre destes perigos.

Mesmo fazendo mapa de risco, realizando treinamentos, usando EPIs, colocando o bom senso a frente de qualquer situação, algumas vezes ainda nos deparamos com situações de perigo.

Hoje, por exemplo, durante o meu plantão, um tubo de ensaio de vidro quebrou quando retirei a tampa para pipetar o sangue e fazer as provas sorológicas solicitadas.

O tubo era novo, primeiro uso, eu estava de luva, o sangue já estava no interior do tubo, assim que retirei a tampa, quebrou, e se eu tivesse tocado na região quebrada seguindo o movimento que normalmente é executado, o corte seria inevitável, mesmo usando a luva.

Um acidente poderia sim ocorrer, mesmo realizando o procedimento com atenção e precaução.

Uma medida importante já vem sendo aplicada implementando o uso de tubos de plástico, mas em algumas situações ainda é necessário realizar a coleta em tubo de vidro.

Este é um risco físico e biológico, presente na maioria dos mapas de risco das instituições de saúde, devido a presença nos fluídos biológicos de patógenos, muitas vezes altamente transmissíveis, pois o ambiente hospitalar, mostra-se reconhecidamente insalubre, por agrupar portadores de diversas enfermidades infecciosas.

Empregados e empregadores mais envolvidos

Empregadores estão mais atentos aos riscos que seus colaboradores estão expostos e muitos deles já investem recursos financeiros e tempo com aplicação de cursos e treinamentos.

Empregados já cobram mais efetividade nas ações com segurança, e usam EPIs, mesmo assim ainda está longe do ponto ideal.

Medidas tomadas para melhorar a questão da segurança no trabalho não podem ser esquecidas em nenhum momento.

Praticar segurança deve fazer parte da rotina de trabalho.