O PSF Programa Saúde da Família, é um modelo de atendimento assistencial, reorientando o sistema de saúde a partir da atenção básica, criando e mantendo equipes de saúde com vários profissionais que tem como base de trabalho as unidades de saúde, estas equipes atendem as famílias de uma área delimitada, as mesmas são cadastradas e acompanhadas por profissionais desta unidade, incluindo o atendimento no próprio domicílio, assim aproximam-se da comunidade.

Os profissionais envolvidos no atendimento destas famílias cadastradas em um determinado PSF, prestam atendimento buscando a prevenção de doenças antes que aconteçam realizando consultas, tratamentos, vacinação, pré-natal e outras atenções que visem a manutenção da saúde das famílias cobertas pelo programa.

A equipe é composta por vários profissionais de saúde, sendo basicamente o médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, odontólogos e médicos.

Esta reorganização do modelo assistencial do SUS, na rede básica de saúde, âmbito municipal, tem alcançado bons resultados, quando os gestores se empenham na manutenção da operacionalização do programa, com isso a população é beneficiada, pois se rompe o paradigma de consultório e hospitalização, o atendimento extrapola os limites das instituições e ganha caminhos rumo ao ambiente onde vive o indivíduo o que possibilita um entendimento melhor da causa das doenças que acometem as famílias.

Ao sair às ruas com os agentes de saúde (novo elo entre moradores e o serviço) a estratégia de atendimento ganha novos aliados nesta batalha pela melhoria da condições de saúde, o espaço longo e árido que se apresentava, entre o doente e o médico, agora estreitado entre cidadão e equipe multiprofissional de atendimento.

O doente deixa de ser o foco para ser um integrante do processo, sendo que as atenções doravante estão voltadas para o indivíduo que ainda goza de saúde, para que a mantenha em plenitude, mesmo sem deixar de cuidar dos que já encontram se debilitados.

Temos que lutar sempre para aprimorar o SUS, não é necessário mudar o modelo de atenção ou transferir responsabilidades para outros órgão, o sistema é simples, governantes que o complicam e sucateiam as instituições. Descentralize,monte uma rede bem estruturada, esqueça cargos políticos na saúde, coloque pessoal técnico, passe o dinheiro para as instituições fazerem suas aquisições, e fique no controle, controle novamente, fiscalize, ative ouvidorias, auditorias, e cobre resultados, não tem segredo.