As plaquetas são pequenos fragmentos de uma grande célula, o megacariócito gerado a partir de uma célula indiferenciada na medula óssea. As plaquetas que se formam no interior do citoplasma do megacariocitário não possuem núcleo, e são lançadas na corrente sanguínea, e colaboram no processo de coagulação do sangue.
Sobre as plaquetas, podemos ler mais no material publicado aqui no blog sob o título plaquetas – como contar e interpretar o resultado. Valores de plaquetas abaixo de 100 mil e elevação de hematócrito acima de 20% (hemoconcentração) são dados relevantes para suspeitar de dengue hemorrágica.
A trombocitopenia grave (queda da quantidade de plaquetas circulantes no sangue) e o aumento da permeabilidade vascular são duas grandes características da febre hemorrágica da dengue (FHD).
Ocorre um aumento na destruição das plaquetas por mecanismo imunológico, quando o organismo produz anticorpos contra o vírus, acabam destruindo também as próprias plaquetas, principalmente nas infecções secundárias, condição evidenciada em pacientes com febre hemorrágica de dengue.
O que determina a severidade da doença e a distinguem de outras febres virais e da própria febre viral de dengue não hemorrágica, são vazamentos de plasma (líquido existente no sangue), facilitada pelo aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos (poros dos ficam mais dilatados). Assim, queda da pressão e choque hipovolémico pode ocorrer em função de uma perda crítica de plasma.
Esta característica de fragilidade capilar resulta em prova positiva ao amarrar o braço do paciente com torniquete e observar depois de cinco minutos a formação de petéquias (prova do laço) em uma área delimitada, pequenas manchas avermelhadas na pele.
Uma coisa que podemos fazer, além de manter as casas isentas de locais para proliferação do mosquito, é realizar doação de sangue como o Carlos já havia comentado, pois em casos que as plaquetas caem abaixo de 50.000mm3 pode ser necessário transfusão de plaquetas.
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