Saúde PúblicaMini mola - Esterilização sem cirurgia deve substituir laqueadura

Mini mola – Esterilização sem cirurgia deve substituir laqueadura

Novos métodos de esterilização estão sendo testados por médicos e grandes laboratórios, visando ganhar um mercado que é promissor, entre estes produtos, que tem ganhado destaque na mídia e certamente entre as mulheres que querem evitar ter filhos sem ficarem reféns dos meios convencionais de esterilização com uso da cirurgia, uma mini mola (essure) que é introduzida por um médico com a ajuda de um histeroscópio, através da vagina até o útero, chegando até as trompas de falópio. Depois deste procedimento, nos próximos 3 meses o organismo absorve a mola, o tecido cresce sobre ela, fechando a trompa com um material denso, formando uma barreira e consequentemente impedindo a passagem do espermatozóide por este orifício, evitando encontrar o óvulo.

O procedimento de inserção da mola, apresenta a vantagem de ser não invasivo, não é necessário nenhum procedimento cirúrgico para colocação do pequeno elemento, sendo assim, evita intercorências médicas, infecções hospitalares, traumas gerados por procedimentos cirúrgicos, na paciente e com sua família, gastos com internação são reduzidos, mesmo com o preço ainda elevado do produto no mercado, os custos cirúrgicos ainda seriam maiores. Uma opção a laqueadura que gera além da incisão, anestesia, internação de alguns dias e riscos inerentes a um procedimento desta magnitude.

O produto foi lançado inicialmente nos EUA em 2002 pela empresa Conceptus, mas no Brasil só agora começa a atuar fortemente no mercado. O material usado, as minúsculas molas, segundo a empresa fabricante é o mesmo utilizado em outros procedimentos cirúrgicos, como enxertos em vasos sanguíneos, substituição de válvulas cardíacas, e outros casos.

O procedimento para colocação do dispositivo leva por volta de 35 minutos e pode ser feito nas próprias clínicas médicas, e a paciente pode voltar a ter uma atividade normal de vida depois de 24 horas. Sua eficácia averiguada em estudos clínicos realizados pelo fabricante está em torno de 99,8% dos casos.

É importante ressaltar que existem situações que não é indicado o uso do produto, por isso antes da decisão de colocar o dispositivo o ideal é que além da avaliação clínica do médico, a paciente seja acompanhada por um psicólogo para verificar as condições da decisão tomada por ela, visto que a mini mola somente poderá ser retirada por procedimento cirúrgico.

Principalmente para mulheres que usam frequentemente a pílula do dia seguinte, transformando este métodos de emergência, em um método oficial como anticoncepcional, por não terem condições,ou mesmo por medo de realizar a laqueadura, o uso do dispositivo seria benéfico.

O método deve ser usado com cautela, mas é evidente que é uma evolução. Já existe estudo com um produto, parecido com este, mas que tem uma vantagem a mais, ele poderá ser retirado quando a mulher desejar.

Silvano Vilela
Silvano Vilelahttps://www.plugbr.net/about/
Farmacêutico Bioquímico. Escreve sobre exames laboratoriais, testes de farmácia e tecnologia em saúde. Compartilha neste site que fundou em 2006 as experiências adquiridas dentro de um hospital.

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