
A recomendação, com base nos estudos realizados na época, feita pelo CDC, foram repassadas também para o Brasil nos manuais e cartilhas para médicos e laboratórios que lidam com pacientes suspeitos de gripe suína e que devem continuar sendo seguidas até que novas análises sejam realizadas.
Recentemente novos estudos foram realizados, com resultados um pouco diferentes do anterior, apontam que as máscaras cirúrgicas são tão eficazes contra o vírus da gripe suína como os respiradores. No estudo, 446 enfermeiros em departamentos de emergência, unidades médicas e unidades pediátricas em oito hospitais de Ontário, se dividiram em dois grandes grupos, um deles usando máscaras cirúrgicas e outro os respiradores. A infecção por influenza ocorreu em 50 enfermeiros (23,6 por cento) no grupo de máscara cirúrgica e em 48 (22,9 por cento) no grupo respirador N95. É bom saber que o efeito protetor de uma máscara cirúrgica parece ser, com base em nossos dados, similar ao N95, disse Loeb, um médico infectologista e microbiologista reconhecido nacionalmente e internacionalmente por suas pesquisas sobre a SARS, Vírus do Nilo Ocidental e da gripe.
Máscaras, como máscaras cirúrgicas, são concebidas para bloquear as partículas grandes que podem conter vírus e outros patógenos que podem causar a doença. Além de bloquear as grandes gotas em sprays e salpicos, os respiradores N95 são projetados para bloquear partículas ainda menores, pelo menos 95 por cento de partículas muito pequenas em testes quando instalados corretamente. Parece que o bloqueio das gotículas respiratórias que mais têm probabilidade de propagação do vírus da gripe é mais importante que o bloqueio partículas menores, e qualquer máscara pode fazer isso.
O problema é que os respiradores são bem mais caros do que as máscaras cirúrgicas, a aquisição destes causou e está causando gastos maiores nas instituições de saúde, tais gastos poderiam ser aplicados em compras de outros materiais que também são importantes em momentos de crisel, quando a doença começou a causar vários óbitos, mas acredito que foi melhor assim, antes prevenir do que remediar.
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