A leptina é um hormônio produzido por adipócitos que são células gordurosas, os níveis variam de acordo com a quantidade de tecido adiposo, em obesos a leptina estará aumentada. Ela é conhecida como hormônio da saciedade, fundamental para regulação do peso corporal. Tem efeito no controle do apetite, e está envolvida na reprodução, imunidade, e função cardiovascular. Você pode dosar a leptina circulante no seu organismo, veja para que serve este exame de sangue, jejum, valores normais e alterados.

A leptina é muito importante para regulação do peso, defeitos nos receptores da substância podem levar uma pessoa à obesidade mórbida. A leptina age por meio de receptores específicos no cérebro informando que tem gordura suficiente e pode para de comer, modulando o apetite e também a termogênese. Mutações no gene da leptina costumam produzir deficiência do hormônio, o que pode causar hipopituitarismo, incluindo carências de gonadotrofinas, de hormônio de crescimento e de hormônios da tiróide.

Como fazer o exame para saber os níveis de leptina

Para realizar o exame de sangue que identifica os níveis de leptina no organismo, deverá fazer um jejum de 12 horas, mas alguns laboratórios, conforme metodologia aplicada, solicitam jejum de apenas 4 horas. A coleta do sangue deve ser feita evitando que ocorra hemólise, o que poderia alterar o resultado.

O resultado do teste é liberado por alguns laboratórios dentro de 1 a 2 dias, mas outros podem demorar mais tempo, até 20 dias, por isso não se esqueça de verificar no laboratório que você coletar o sangue, quando o resultado estará pronto.

Informe sempre ao recepcionista do laboratório os medicamentos que você estiver usando, e no caso deste teste informe também seu peso e sua altura, para verificação do IMC.

Estudos indicam que algumas pessoas possuem a leptina no seu corpo, mas não sinaliza para o cérebro que estão cheios, que comeu o suficiente. Ou, na verdade, seu cérebro é resistente ao sinal, para que ele continue comendo.

Leptina, obesidade e glicose

A obesidade é uma condição grave que pode provocar a um certo número de doenças com risco de vida, incluindo diabetes, doença cardíaca, câncer, hipertensão, acidente vascular cerebral.

A leptina sinaliza o estado nutricional do organismo a outros sistemas fisiológicos, modulando a função de várias glândulas alvo. Estudos sugerem que a leptina interfere de modo mais direto no metabolismo da glicose do que por um efeito secundário à redução do peso.

Leptina também está envolvida na reprodução, angiogênese que é o mecanismo de crescimento de novos vasos sanguíneos a partir daqueles que já existem, imunidade, cicatrização e função cardiovascular.

O exame leptina também pode ser útil para avaliar a infertilidade e ajudar no diagnóstico de pessoas com puberdade atrasada.

Resultado do exame – Valores normais e alterados da leptina

Uma das metodologias de análise é a Eletroquimioluminescência, os valores de referência são definidos de acordo com idade, sexo e IMC – Índice de Massa Corporal:
Adultos (18 a 71 anos) com IMC de 18 a 25:
Masculino: 0,3 a 13,4 ng/mL
Feminino : 4,7 a 23,7 ng/mL

Adultos (19 a 60 anos) com IMC de 25 a 30:
Masculino: 1,8 a 19,9 ng/mL
Feminino : 8,0 a 38,9 ng/mL

Para crianças e jovens:
De 5 a 9,9 anos: 0,6 a 16,8 ng/mL
De 10 a 13,9 anos: 1,4 a 16,5 ng/mL
De 14 a 17,9 anos: 0,6 a 24,9 ng/mL

Recomenda-se determinações periódicas porque uma única dosagem não oferece valor clinico ideal para avaliar, mas converse com seu médico se é necessário e qual o tempo entre dosagens.