Ultimamente tenho recebido muitas perguntas nos posts de HIV pedindo informações sobre o risco de infecção pelo vírus HIV em relação sexual do tipo oral. Recentemente uma pergunta me chamou a atenção, e foi o motivo de escrever este texto, era uma mulher que relata ter praticado sexo com um colega, “fizemos sexo com camisinha tudo certo, mas depois fiz sexo oral nele já sem o preservativo, tem algum risco?”. Sim tem risco.

Conforme mencionado no site do MS o sexo oral, comparado a outras formas de contágio (sexo vaginal, sexo anal e compartilhamento de seringas, por exemplo), o risco é menor. Mas afirma que os riscos existem, principalmente para quem pratica (ou seja, o parceiro ativo), dependendo fundamentalmente da carga viral (quantidade do vírus no sangue) do indivíduo infectado. Aborda um ponto importante com relação ao sexo oral, se há presença de ferimentos na boca de quem pratica (gengivites, aftas, machucados causados pela escova de dente) o risco existe. Caso não haja nenhum ferimento na boca, o risco de contágio é menor. Isto se explica, talvez, pela acidez do estômago, que pode tornar o vírus inativo, quando deglutido. E finalizando, destaca que, na prática de sexo oral desprotegido, há o risco de se contrair herpes, uretrite, hepatite B, ou HPV, independente da sorologia do parceiro.

Recentemente Dr. Robert Frascino (Dr. Bob), afirmou que a questão é difícil de resolver com base em estudos epidemiológicos, uma vez que a maioria das pessoas não se limitam a uma única prática sexual, mas destaca que sua posição é que, o risco de transmissão do HIV através do sexo oral é muito baixa, mas não é totalmente inexistente. Também define claramente alguns dos outros fatores de risco que podem aumentar a risco de transmissão:

Devemos considerar sexo oral como uma prática de risco. O uso da camisinha é importante em todas as relações sexuais, do início até o final da relação.