
E a sua região, sua cidade está preparada? A vigilância sanitária e epidemiológica está atuando, coletando informações necessárias para tomar decisões? A população e profissionais da saúde estão sendo frequentemente avisados, informados sobre todos os aspectos relativos a prevenção, controle, maneira de lidar com doentes, tratamento e demais procedimentos? Os hospitais estão com as equipes bem informadas sobre isolamento e medicação?
Estes procedimentos não são para alarmar a população, mas o sinal de alerta deve estar ligado. Cobre do poder público do seu município ou estado, e também faça sua parte, informe. Esperamos e temos forte tendência a acreditar que não será necessário medidas extremas, mesmo assim, fique atento. Uma estrutura básica de ação para estes momentos:
- Preparação, observação e aviso – Se a transmissão homem-a-humano se torna comum, um dos motivos da mudança para o alerta fase 4, isto permite-nos saber que temos de olhar para os casos em nossa área. Trabalhadores da saúde devem aumentar as suas observações de pacientes nos próximos atendimentos. É fundamental realizar uma boa entrevista com o paciente suspeito, se esteve em área de risco ou contato com alguém que esteve nestas áreas. Preparar a equipe e observar todos os detalhes que possam servir para identificar pacientes que possam estar infectados é primordial. Manter toda equipe de saúde informada sobre os acontecimentos recentes no local.
- Etapas de resposta – Medidas básicas depois de identificar um caso suspeito para contenção, tratamento e segurança da equipe.
- Isolar – Quando um paciente foi rastreado e identificado como potencialmente portador de uma pandemia gripal, o paciente é colocado em isolamento. Esta seria normalmente em uma sala respiratória de pressão negativa, que impede que os germes circular para fora do recinto. O contato com o paciente é limitado e os profissionais da saúde seguem diretrizes específicas para impedir a propagação da infecção.
- Coordenar – Notificar e avisar o pessoal dos órgãos de vigilância em saúde, municipais, estaduais e federais, trocar informações de entrada de novos casos na rede de informação, mantendo constante comunicação entre todos os setores da saúde, inclusive hospitais particulares. Amostras biológicas são coletadas e enviadas para os laboratórios de referência junto com as notificações necessárias.
- Comunicar - Casos confirmados devem ser informados a população para aumentar medidas de proteção, evitando surgimento de novos casos, o serviço de saúde deve manter a informação atualizada.
Todas estas medidas são básicas em qualquer situação deste tipo, para maiores informações procure a rede de vigilância em saúde de seu município, pois cada localidade desenvolve ações que devem ser seguidas pelos profissionais daquela área. Veja aqui em arquivo Pdf o plano brasileiro de enfrentamento de pandemia por influenza com todos os procedimentos detalhados (223 páginas).
O site da OMS – Organização mundial da saúde oferece dicas oficiais para vigilâncias e população em geral.
Neste vídeo algumas medidas que você pode tomar no seu recinto de trabalho, na rua ou no seu lar.
A pandemia poderá ser global, mas as ações para controle devem ser locais.
A OMS está coordenando as atividades para conter a epidemia, dia 29.04.09 acontece nova reunião para análise científica com a comunidade científica para fornecer atualizações sobre dados epidemiológicos, clínicos e traças novos planos de ação.
Outra fonte de informação oficial – CDC.
No Brasil o site da ANVISA informa sobre os procedimentos que devem ser adotados e está no ar um hotsite para informações específicas. Aqui lista de hospitais de referência para caso de pandemia.
Laboratórios de referência no Brasil: o Instituto Evandro Chagas (IEC/SVS/MS), o Instituto Adolfo Lutz (IAL/SP) e o Instituto Oswaldo Cruz (FIOCRUZ/MS).
Nesta quarta-feira, 29, será realizado uma videoconferência sobre influenza suína.
Perguntas e resposta sobre vírus influenza H1N1 no site do ministério da saúde.
Atualização 1 [29.04.09]: Margaret Chan, Diretora geral da OMS – Organização Mundial de Saúde acaba de elevar o atual nível de alerta de pandemia de gripe fase 4 para a fase 5. Nesta fase, eficazes e indispensáveis medidas incluem aumento da vigilância, detecção precoce e tratamento dos casos, e controle das infecções em todas as instalações sanitárias. Esta mudança, para uma fase mais elevada é um sinal de alerta aos governos, aos ministérios da saúde e outros ministérios, para a indústria farmacêutica e da comunidade empresarial que algumas ações devem ser realizadas com maior urgência, e em um ritmo acelerado.
Atualização 2 [02.05.09]: Os seguintes países têm relatado casos laboratorialmente confirmados de Influenza A (H1N1), sem óbitos – Áustria (1), Canadá (51), China, Hong Kong Região Administrativa Especial (1), Costa Rica (1), Dinamarca (1), França (2), Alemanha (6), Israel (3), Holanda (1), Nova Zelândia (4), a República da Coreia (1), Espanha (13), Suíça (1) e no Reino Unido (15)
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