
No blog ligado ao google criado para publicitários e indústrias de saúde melhor compreender como os utilizadores deste tipo de informação fazem suas buscas e assim poderiam, creio eu, utilizar melhor os serviços e talvez construir publicidade para o setor. A microsoft também prepara uma ferramenta parecida com a que google desenvolve.
As informações em saúde são enormemente fragmentadas, não só aqui no Brasil como também nos outros países, este é um grande espaço a ser ocupado por empresas deste setor, e o google sabe muito bem como fazer tal processo. O perfil de saúde e epidemiologia estão “soltas”, tanto em serviços hospitalares, empresas de planos de saúde, secretarias de saúde, sistemas de vigilância sanitária, saúde do geverno federal (datasus), laboratórios clínicos que agregam resultados de exames de sangue, clínicas médicas e de vacinas, e todos os profissionais de classes ligados à saúde, o que falta é reunir dados existentes um sistemas que consigam filtrar e entregar ao usuário material relevantes e confiáveis.
O desafio nesta área é deixar as informações organizadas, proporcionando resultado prático de decisão de condutas clínicas. O google health converge para um modelo de prontuário eletrônico como visto nas screenshots do serviço, promovendo, pormenorizando, agregando dados e possibilitando adicionar um perfil e lançar sobre ele idade, sexo, medicamentos, cirurgias realizadas, vacinas, exames laboratoriais, médicos, históricos familiares e o sistema gerencia estes dados fazendo uma filtragem dirigida ao perfil em questão.
“Os pacientes acabarão sendo os administradores da própria informação”, disse John D. Halamka, médico e diretor de informações da Harvard Medical School.
Ainda não se sabe ao certo como será a relação com a classe médica, privacidade deste modelo, nível de decisão médica. Mas com as pessoas cada vez mais recorrendo a computadores e internet para tirar dúvidas sobre saúde é certo que será um sucesso. Já existe modelos parecidos com o que o google pretende implantar.
Acredito que o serviço poderia funcionar como apóio ao paciente e ainda como um “médico” segunda opinião, agregando novo conhecimento ao processo de diagnóstico, tratamento e acompanhamento, tornando-se mais uma ferramenta na multidisciplinaridade da saúde. Minha preocupação é se este conhecimento retirado da internet não poderá potencializar o problema da automedicação, a qual pode produzir agravamento de doenças ou aparecimento de bactérias multirresistentes.
Colaboração de link: Neto Cury Blog.
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