
Recentemente o Dr. Leonardo Diamante publicou em seu blog, colocando o assunto em discussão, abordando que “Farmácias foram completamente descaracterizadas e por questões comerciais tornaram-se lojas de conveniências”, com toda razão, sem generalizarmos.
É importante lembrarmos que na época que a resolução foi publicada entidades farmacêuticas reunidas no Auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, em Brasília, durante o Fórum Nacional de Entidades Farmacêuticas 2009 – “Otimizando os Benefícios Sociais dos Serviços Farmacêuticos”, manifestam seu apoio total e irrestrito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, pela publicação da Resolução, em contrapartida a Associação de Redes de Farmácias e drogarias, briga na justiça para não cumprir a resolução.
Estas medidas iniciais tomadas pela Anvisa, inclusive o item que determina que os medicamentos devem ficar dentro do balção, fora do alcance dos clientes, começam a devolver a farmácia ao farmacêutico, mas o ponto crucial da questão, como citado pelo Dr. Leonardo que “Em países do primeiro mundo, além da obrigatoriedade da venda exclusiva de remédios, é exigido que o farmacêutico seja o proprietário do estabelecimento, respondendo por ele integralmente, inclusive com sua presença física permanente”, quanto a isso, na Europa o Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias (TJCE), defende que farmácias podem ser detidas em exclusivo por farmacêuticos, citado também recentemente pelo Daniel.
Uma coisa está se evidenciando dentro das farmácias, a busca pelo atendimento por um farmacêutico, esta prática já é frequente em muitas cidades, e mesmo nos postos de saúde que fazem distribuição de medicamentos está ocorrendo, relatos de muitos colegas de várias regiões do país quando frequentamos cursos e congressos confirmam esta tendência. Problemas existem, devemos separar o joio do trigo, como em todas as outras profissões, mas existe uma evolução, graças a profissionais como Dr. Jaldo de Souza, nascido em 1956, um ícone nesta classe, e muitos farmacêuticos de formação recente enxergam a profissão como parte do sistema de saúde, do processo de cuidados do paciente.
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