Como proceder em situações de emergência – Acidentes, fogo e outros

Podemos passar por situações de emergência a qualquer momento de nossa vida, mesmo em locais que jamais imaginaríamos que poderia acontecer algum tipo de acidente, sinistro, queda, infarto, incêndio, alagamento, vendaval ou até mesmo uma pessoa engasgada, e o pior acontece, neste instante muitas vezes não sabemos o que fazer, como fazer e se é realmente possível fazer alguma coisa.

Mantenha a calma em casos de acidentes

Agir de maneira desesperada para tentar resolver o acontecido de forma rápida e afoita pode trazer prejuízos maiores do que aqueles que já existia, ou mesmo o contrário, agindo muito lentamente despreocupado exageradamente, pode também não ser nada conveniente.

Por isso, devemos nestes episódios de emergência, onde pessoas podem estar correndo sérios riscos, adotar postura situada em um meio termo das situações acima colocadas, um ponto de equilíbrio, não é fácil conseguir, mas manter a calma e a razão é fundamental para que possa colaborar para minimizar danos aos seres humanos, em primeiro lugar e depois ao próprio meio em que o evento acontece.

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Na maioria das vezes o que podemos fazer é apenas dar um telefonema, já será grande ajuda. Ligar para o SIATE – Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência, serviço voltado para atendimento de casos de acidentes e outras situações de emergência. O SIATE possui equipes de resgate do corpo de bombeiros capacitadas para prestar o socorro adequado e imediato, ou ligue para a central 193.

Quais as informações devo dar à pessoa que atender ao chamado de emergência?

A pessoa que está no local do acidente, vendo todos os fatos, deverá informar de maneira simples e clara:

  • A localização exata, se possível com um ponto de referência;
  • O tipo de situação que está acontecendo no local (doença, parto, acidente ou outro);
  • A gravidade aparente da situação;
  • O número do telefone de onde está ligando;
  • Queixas principais e alterações observadas;
  • A quantidade de pessoas, sexo, idade aparente das vítimas;
  • E a existência de outra situação de risco no local (fogo, vazamento de gases).

Parece que é muita informação? Mas, não é, todas elas são importantes para tomada de decisões por parte dos responsáveis pelo resgate.

Importante:

Muitas pessoas ficam irritadas com as perguntas do atendente, e falam que está demorando, que é grave, para que tanta pergunta? Mas saiba que no momento que eles ouvem pelo menos o rumo certo onde o fato ocorreu, neste mesmo minuto a viatura já se desloca para aquele endereço, e o atendente vai passar as demais informações para a equipe que saiu, via rádio. Por isso não se preocupe em fornecer todas as informações necessárias, provavelmente no momento que a pessoa está respondendo as perguntas a viatura que vai atender a solicitação já está a caminho.

História de um acidente

Quanto ao fato acima mencionado, até existe uma história que o pessoal do SIATE conta: Certo dia um senhor, ao presenciar um acidente de moto, em que o condutor da mesma estava estendido no chão com ferimentos por todo o corpo, perna quebrada, cabeça com muito sangue, e tudo mais que um acidente grave apresenta, liga desesperado para o SIATE. O atendente começa com a pergunta: onde aconteceu o acidente? O senhor informa o local. Depois desta pergunta um certo silêncio por parte do atendente, logo segue as demais perguntas ao senhor do outro lado da linha. Depois da quarta pergunta o informante no local do acidente, assustado, brada em voz estridente – Não precisa mandar mais viatura nenhuma seu enrolado, já tem uma chegando aqui, até logo, passar bem!.

Depois, conversando com os bombeiros que chegaram, conta sobre sua tentativa de chamar os bombeiros, e os rapazes dizem: Meu senhor saímos da corporação depois da sua ligação, assim que o senhor disse o local, como era relativamente perto do acidente, chegamos rápido. O senhor arregalou os olhos, engoliu seco, e afastou-se.

Autor Silvano Vilela

Escreve sobre exames laboratoriais, testes de farmácia e tecnologia em saúde. Compartilha neste site que fundou em 2006 experiência de um laboratório dentro de hospital.

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  • http://netocury.com Neto Cury

    Já aconteceu comigo em serviço, liguei para o 193 e me identifiquei como GCM, e o atendente não deixou mais eu desligar enquanto não passasse todo o cenário (era um acidente de trânsito muito grave envolvendo 3 veículos) e me metralhou de perguntas, somente quando ao menos um sargento do corpo de bombeiros estivesse no local ele deixou desligar.

    Eles são treinados pra extrair o máximo de informações possíveis.

    Na minha cidade também existe o serviço do SAMU, esses sim são chatos (sei que é necessário) no atendimento, pois como existem dois tipos de atendimentos, básico e avançado, nesse último caso é enviada a viatura com suporte à vida (UTI acompanhada pelo médico plantonista), eles tentam filtrar a ocorrência para não desperdiçar uma viatura UTI com um, por exemplo, acidente de fratura de braço.

    Abração

  • http://www.plugbr.net Silvano Vilela

    Neto,
    muito bom ter relatado sua experiência, enriquece o texto e os entendimentos sobre o mesmo. Obrigado.

  • Pingback: Domingo do ócio » Xavier

  • Carol

    vcs podem colocar mas texto e mais imgens por favor?
    Sempre estamos colocando novos textos sobre segurança, abraço.