Os órgãos reguladores do Brasil e dos EUA implementaram regras diferentes para bronzeamento artificial. No Brasil a prática foi proibida no ano de 2009 e nos EUA a proibição não ocorreu, mas regras rígidas foram implantadas em 2015. Veja resultado de pesquisa e como exatamente os dois países tratam deste assunto.

De acordo com a revista Translational Behavioral Medicine: Prática, Política, Pesquisa, estudo feito por Georgetown University Medical Center, a maioria das mulheres adultas jovens que visitam regularmente salões de bronzeamento nos EUA apoiam a introdução de políticas para torná-lo mais seguro, mas são contra uma proibição total. No Brasil ocorreu uma disputa na justiça para manter o funcionamento das câmaras, mas a proibição permaneceu.

No Brasil é proibido bronzeamento artificial desde 2009

O bronzeamento artificial com finalidades estéticas foi proibido em todo o Brasil pela Anvisa em dezembro de 2009, depois a ABBA conseguiu liminar para liberação, e posteriormente a justiça manteve a proibição. As exceções são as indicações para o tratamento de doenças como psoríase e vitiligo, que devem ser realizados sob controle médico.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) reclassificou na mesma época as câmaras como agentes cancerígenos com mesma gravidade que os cigarros.

Câncer de pele

A prática de bronzeamento artificial tem muitos defensores, mas muitas pessoas reprovam a atividade por entenderem que o processo causa problemas como câncer de pele.

Condenado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, o uso do bronzeamento artificial, segundo pesquisas, se realizado antes dos 35 anos aumenta em 75% o risco de desenvolver um câncer da pele, além de acelerar o envelhecimento precoce e também provocar outras dermatoses.

Regras mais severas para limitar bronzeamento artificial nos EUA

No ano de 2015 mais de 40 estados dos EUA já tinha introduzido regras mais severas para limitar bronzeamento artificial, especialmente entre menores. FDA também tem um conjunto de novos regulamentos sobre os cartões que destacam o risco de saúde associado com bronzeamento artificial.

Advertências mais fácil de ler e mais proeminente no dispositivo de bronzeamento;
inclusão no equipamento de um “botão de pânico”; óculos de proteção; reduzir o risco de queimaduras acidentais com normas para substituição de lâmpadas, são medidas adotadas pelo FDA para fabricantes de equipamentos e instalações de bronzeamento.

Buscando avaliar o nível de apoio público a essas políticas, pesquisas on-line de auto-relato foram preenchidos por 356 mulheres com idades de 18 e 30 anos, para aqueles que tenham feito bronzeamento pelo menos uma vez no ano anterior.

Três em cada quatro participantes, 74% , apoiam políticas que impedem menores de 18 anos realizarem bronzeamento artificial. Mesmo número em favor de advertências sanitárias fortes como o que vem sendo adotado. O apoio a uma proibição total da prática foi no entanto muito baixa, com apenas um em cada dez participantes.

Câmaras já foram estudadas e várias pesquisas atestam os malefícios que elas causam. Mesmo proibidas no Brasil clínicas frequentemente são flagradas oferecendo o serviço de bronzeamento artificial.