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Políticas de saúde - Na Índia governo também não ataca a causa e sim o efeito

10 September 2007 5 Comments | View blog reactions |

Recebi um Trackback do Rumorejo da Poliane para o post do meu blog que faço uma Alerta: Pílula do dia seguinte – banalização e incerteza, me deixou muito preocupado, ao constatar que políticas de saúde impensadas, que atacam a causa e não o efeito, não acontecem só no Brasil, lá na Índia também, a Poliane comenta sobre a propaganda na TV da Índia:

[...] fiquei espantada quando assisti a propaganda da pílula do dia seguinte, não sei se meu espanto se deve a minha mentalidade por pensar que o correto numa propaganda em rede de televisiva (imaginando que existe um controle do ministério da saúde por trás) é incentivar o uso de camisinha… Talvez não me espantasse se a propaganda fosse sobre o medicamento contraceptivo rotineiro indicando um acompanhamento médico e tal… , mas propagar um método emergencial? [...] Leia todo o texto, sobre a pílula do dia seguinte na Índia, muito bom.

Posso dizer com certeza, depois de tudo que estudei, li, pesquisei, que esta não é a melhor maneira do governo agir, aqui o poder público tem atuado quase desta forma que a Poliane citou, só não cheguei ver chamadas na televisão, e nos dois casos a propaganda correta seria: prevenção, acompanhamento médico, camisinha, uso do medicamento anticoncepcional rotineiro de uso diário, mas que possuem doses mais ajustadas ao corpo, não causando tantos danos como a dose cavalar que é a pílula do dia seguinte, o resultado deste uso futuramente pode ser trágico.

Depois que escrevi o texto que a Poliane citou, alias obrigado pela palavras, recebi vários mensagens via comentário no post, ou contato, algumas relatam que tomam a pílula freqüentemente, e apresentam vários efeitos dos quais citei no texto, outras dizem que não sabiam que o uso a pílula do dia seguinte é indicado apenas para prevenir a gravidez em casos de violência sexual e acidentes com o rompimento do preservativo, evitando-se assim gestações indesejadas, algumas pessoas da área da saúde se solidarizaram, e em outro texto que falei sobre a política adotada pelo governo sobre este medicamento, alguns tinham a visão de que governo tinha que fazer alguma coisa. Claro que tinha, mas não esta ação, e com este medicamento. Veja o caso do medicamento silomat, retirado pelo laboratório fabricante que depois de muitos anos fez estudos e constatou que causa problemas sérios.

A Aline comentou em um dos posts sobre a política adotada pelo governo:

[...] Teremos, infelizmente, uma avalanche de meninas não-grávidas com DSTs, sem contar os danos que essa pílula pode trazer a longo prazo para a saúde feminina. [...]

As verdades sobre o medicamento e as opiniões estão colocadas, cabe a cada um decidir se esta política adotada no Brasil e agora relatada pelo Rumorejo que a Índia está fazendo o mesmo é correta ou mais uma vez o governo atesta sua incapacidade de atuar na causa ao centrar ação no efeito.

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5 Comentários »

  • Fabiane Samara disse:

    Naõ espere coisa melhor destes governos, a política que usam: tapar o sol com a peneira, e empurrar coma barriga, na saúde e nos outros setores.

  • Neto Cury disse:

    É meu amigo, cada vez menos existe um item precioso que na nossa época existia:
    Família!
    Pais responsáveis que impunham proibições e falavam não!
    Hoje é tudo festa pra molecada… infelizmente tenho de concordar com a Aline.
    Abraço

  • Poliane disse:

    Silvano, minha preocupação com a India é um pouco diferenciada a do Brasil. No Brasil as pessoas falam, debatem abertamente sobre vida sexual. As mulheres vão a ginecologista com mais frequencia que aqui. Aqui eu tenho me visto como professora em assuntos desse gênero e minha pergunta vai além… Se as mulheres não tem informação, como irão administrar tal medicamento no qual o mesmo é livre comercio e divulgado abertamente na TV?. A cultura daqui da India é muito diferente da nossa, onde as pessoas tratam a sexualidade como um tabu! Enfim… minha cabeça ferve!
    No Brasil o uso se tornou rotineiro imagino pela propaganda boca-a-boca da juventude que tem uma vida sexual ativa e por não se prevenirem corretamente com a camisinha,pensam: Ah, qq coisa tomo a pílula do dia seguinte!! E acaba virando rotina!! Isso me preocupa muito tb! Pois isso é fato e real no Brasil!

  • Silvano Vilela (Autor) disse:

    Bem dito Neto, falta a família, este é também um caminho para solução deste e de vários outros problemas.
    Poliane, se a falta de informação dos prejuízos já é preocupante, dirá o não saber o basição de uso do medicamento.

  • Ana Carolina disse:

    Será que só a aspectos negativos nos investimentos da saúde na índia?
    Ou o governo faz pelo menos algum esforço para melhorar as condições de saúde no pais?

    Ana,
    pelo menos as informações de uma amiga, dão conta que os investimentos são poucos.

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