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Pílula antibarriga - Mais uma vez somos cobaias

28 August 2007 6 Comments

Pílula antibarriga (Acomplia) mais um medicamento “moda”, assim como viagra, cialis, pílula do dia seguinte, substâncias químicas são lançadas no mercado freqüentemente sem avaliação e estudos aprofundados de seus efeitos colaterais. O último, Acomplia a pílula que promete o “fim da barriga”. Para o combate à obesidade e também gordura abdominal.

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O rimonabanto princípio ativo do Acomplia, colabora na redução da barriga e diminui índices de triglicérides (gorduras no sangue), controla os níveis de açúcar no sangue, regulando o diabetes, e aumenta o HDL (bom colesterol). As vantagens existem e devem ser ressaltadas, visto que colabora na redução das placas de gordura que se formam nas paredes dar artérias.

Mais uma vez o Brasil será um cobaia para produtos internacionais, desta vez a pílula antibarriga.

A substância anandamida, responsável por abrir o apetite é inibida pelo rimonabanto, mas esta mesma substância é responsável também por relaxamento, apagar e abrandar situações traumáticas na memória, tendo sido inibida pelo rimonabanto pode gerar no indivíduo estados depressivos, agravado muitas vezes pela própria condição de ter tentado emagrecer outras vezes sem sucesso.

Prova da não clareza dos estudos é que a Pílula antibarriga foi vetada, por especialistas do FDA, a agência norte-americana reguladora de produtos alimentícios e farmacêuticos, decidiu observar por mais tempo os efeitos colaterais do medicamento, especialmente os distúrbios psiquiátricos que foram associados a ele.

Da mesma forma que a pílula do dia seguinte para evitar gravidez, a pílula antibarriga chega, sem estudos conclusivos, para certamente ser também usada indiscriminadamente. O rimonabanto teve seu preço estipulado pela agência reguladora em R$ 130,05 e o fabricante quer vender a R$ 250,74.

Preocupa-me o fato de sempre estar sendo lançado fármacos, principalmente aqueles “modismo” sem uma profunda avaliação das autoridades nacionais. Será que é só coisa de minha cabeça ou há algo mais no reino dos grandes laboratórios e seus reguladores em países subdesenvolvidos?

A indústria farmacêutica enxerga longe, lança moda e é capaz até mesmo de criar farinha encapsulada, restando aos usuários testar, se nascer é fruto de um erro, se ficar louco, já era meio desajuizado, se os filhos tiverem seqüelas é o destino.

Medicamentos são úteis colaboram para a melhoria e cura de doenças, mas mudanças de hábitos são necessários para alcançarmos resultado satisfatório com segurança, ou vez por outra estaremos ingerindo novas Talidomidas e Trovans.

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6 Comentários »

  • Liliana disse:

    Obrigada por citar meu post.
    Excelente texto. Parabéns.
    Liliana

  • Silvano Vilela (Autor) disse:

    Liliana, estava procurando por opiniões sobre este assunto e me lembrei que já tinha lido alguma coisa, e era você, é um prazer linkar posts de qualidade e ainda mais acompanhado de chá de hortelã.

  • Meu Google Reader - 25/08 - 31/08 | 30 & Alguns disse:

    [...] & EDUCAÇÃO A ditadura nos portões escolares - Blog do Ronald Pílula antibarriga - Mais uma vez somos cobaias - Plugbr Utilidade para a morte - Luz de Luma, yes party! Parabems Bouça-Famía! - [...]

  • Rotativo » No afã dos lucros, empresas lançam medicamentos antes de estudos abrangentes disse:

    [...] eu digo que existe pouco controle sobre os estudos, análises e pesquisa, relativo aos medicamentos antes de serem lançados no mercado, [...]

  • Douglas disse:

    Concordo em parte. De fato, o rimonabanto causa efeitos adversos e seu risco deve ser pesado contra o benefício da melhora de parâmetros metabólicos (aliás, com qualquer medicamento que funcione é assim). Contudo, devemos esclarecer alguns pontos. O rimonabanto foi lançado na Europa e Argentina em 2006, México e Índia em 2007 e no Brasil em 2008. Assim, não somos os primeiros a prescrever a medicação (o país do laboratório de origem já o usa há 2 anos). Em relação ao FDA, acho que o lobby dos laboratórios americanos contra os produtos europeus (e vice-versa) é coisa notória. A Pfizer está com um produto em estudos fase III com as mesmas características (Otenabanto). Um outro exemplo deste embate EUA-Europa é o anticorpo monoclonal Panitumumab (contra o receptor do EGF), que foi aprovado pelo FDA e recusado pela EMEA (Europa). Ah, seu fabricante é a Amgen (americana).

    Douglas muito obrigado pela sua opinião sobre o rimonabanto, mas acredito que devemos sempre ter cautela quanto ao uso destes medicamentos, pois são várias as experiências que o dano ao organismo foi muito maior que os benefícios e o medicamento saiu do mercado. Mas você tem razão em muitos pontos que abordou, sua participação enriqueceu o assunto. Obrigado . Grande abraço.

  • Meu Google Reader - 25/08 - 31/08 | 30 & Alguns disse:

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