Alerta: Pílula do dia seguinte - banalização e incerteza
Conhecida como pílula do dia seguinte, pílula de emergência, pílula do aborto, pílulas pós-coitais, tem seu uso banalizado, a dose até dez vezes maior que os anticoncepcionais, pode levar a alterações cromossômicas em gerações futuras.
No início era indicada apenas para prevenir a gravidez em casos de violência sexual e acidentes com o rompimento do preservativo, evitando-se assim gestações indesejadas.
O seu uso está basicamente fundamentado na tomada de um comprimido assim que conveniente (ideal em menos de 24 horas), mas não mais que 72 horas após o coito desprotegido. Já o segundo comprimido deve ser tomado 12 horas após a primeira dose e desta maneira sua eficácia situa-se em torno de 96 a 98%. Quanto mais tarde tomado menor será seu efeito.
Duas posições a respeito do caráter abortivo do medicamento, a primeira considera que uma das ações do fármaco é exercida após a fecundação, impedindo a implantação do óvulo, assim a pílula seria abortiva, a segunda não o considera como abortivo ao dizer que a principal ação do mesmo é a nível de impedir a fecundação do óvulo.
Independente de teorias e proposições, o maior problema é que seu uso não está sendo para os princípios aos quais foi produzido, passando a ser comprado e usado indiscriminadamente por jovens que o consideram um método anticoncepcional de uso rotineiro.
Sabemos que o objetivo do uso da pílula do dia seguinte não é este, e isso começa a trazer transtornos para a saúde das usuárias que tomam freqüentemente o medicamento, causando desarranjos no sistema circulatório chegando a surgir em alguns casos trombose (um coágulo dentro do vaso sanguíneo impedindo o fluxo normal do sangue), irregularidades menstruais, além disso, pode ocorrer surgimento de acnes, náuseas, dores nas mamas, vômitos como efeitos colaterais.
Alguns estudos também apontam que com seu uso a mulher poderá enfrentar problemas futuramente quando quiser engravidar.
Outro fator importante é que ao aderirem à pílula de emergência, possam acreditar que não é necessário uso de camisinha já que vão tomar o medicamento, o que certamente irá levar a um aumento do número de casos de doenças sexualmente transmissíveis, como a chlamydia (sabidamente associada a casos de esterilidade), vírus HIV, HPV (casos de cancro uterino).
Alguns nomes comerciais destes medicamentos que estão a venda nas farmácias, sendo que o preço varia muito. Postinor 2 (Laboratório Aché); Diad (Laboratório Simed); Pilem (Laboratório União Química); Pozato (Laboratório Libbs); Minipil2-Post (Laboratório Sigma Pharma); Poslov (Laboratório Cifarma).
Vários destes nomes passam a idéia de que deve ser usado toda vez que tiver relação sexual, como exemplo o poslov - pos (após) Love (amor em inglês); Diad (dia D) e assim por diante, a Anvisa não deveria permitir registro destes medicamentos com estes nomes que criam uma falsa sensação de que não existem problemas no uso do mesmo e que pode ser tomado freqüentemente.O uso de uma substância química pode ser maléfico ou benéfico ao organismo, vai depender da dose, sabemos que a pílula do dia seguinte contém uma alta concentração de hormônio (quatro a dez vezes mais), diferente de quando é usada como anticoncepcional de uso diário com doses menores e controladas, desta maneira não estaria o medicamento desenvolvendo alterações orgânicas na próxima gravidez ou em futuras gerações?
Estudos mais abrangentes poderão apontar qual a real ação da pílula do dia seguinte na cadeia cromossômica, esclarecendo se poderia ocorrer mutação em gerações futuras, só o tempo poderá responder, enquanto isso o ideal seria resguardar o uso da mesma para casos de extrema emergência.
Procurar um médico ou ir até o posto de saúde do bairro solicitar indicação de um método anticoncepcional regular, mais seguros que a pílula do dia seguinte, se informar sobre os métodos anticoncepcionais, ainda é o mais sensato e prudente que pode ser feito.
A Constituição Federal assegura o direito ao planejamento familiar, que foi regulamentado pela Lei Nº 9.263, de 1996. Assim, é dever do Poder Público garantir às pessoas informações, meios, métodos e técnicas para regulação da sua fecundidade. E o aborto é crime.
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A camisinha é tão mais fácil e tão mais barata, e sem consequência nenhuma…
A falta de comunicação e informação dentro de casa muitas vezes leva as garotas a recorrerem a isso.
Vc acredita que outro dia vi na Tv uma menina de 23 anos dizendo (por telefone) que nunca tinha ido ao ginecologista por vergonha?
Aí eu digo que quem tinha que ter vergonha era a mãe dela…
Ótimo post, um abraço…
Muito bom o texto!! Acho que a idéia é realmente alertar as mulheres do real risco que se corre em tomar medicamento como se fosse “agua”. O uso da camisinha para mim ainda deveria ser o mais divulgado… não sei se a molekada tem usado.. Espero que sim!
Quero parabenizá-lo pelo ótimo artigo. Sou farmacêutica, trabalho em farmácia de dispensação, e portanto, meu dia-a-dia reflete muito bem esse assunto.
Percebo que são vários os motivos que favorecem o seu uso indiscriminado e banalizado. Citarei apenas um deles: as más práticas de dispensação na maioria das farmácias…o que, por estarem diretamente ligada ao consumidor final, deveriam ser grandes aliadas na atenção farmacêutica, mas está muito longe disso acontecer e na maioria das vezes acabam favorecendo o seu uso, pois facilitam a sua compra. Talvez estivese na hora de reciclar o modelo de farmácia em nosso país, aí sim poderíamos esperar grandes mudanças.
Estou passada!!!
corro alguns risco dessas pilulas serem ‘anuladas’?
se possivel, responda-me
beijos
Fernanda por favor leia o texto logo acima, onde explico o que é, como atua e os sérios problemas provenientes do uso exagerado. Abraço.
bom quero parabenizar o dono desse site!!!
bjim!















Resumidamente creio que isso se deva à falta de informação e principalmente à ausência de um senso mais apurado de responsabilidade.
De qualquer forma, os maiores culpados disso são os pais, que não dão a devida educação aos filhos, e o Estado, como ente público, que deveria controlar o acesso a medicamentos como esse e não o faz, como não o faz em quase tudo.
Infelizmente é a realidade.